NOS também vai prolongar o tempo de acesso gratuito ao 5G após fim de janeiro

A NOS vai manter o acesso gratuito das ligações 5G aos seus clientes a partir de fevereiro, mas não define um prazo de validade do período promocional.

Os clientes da operadora de telecomunicações NOS também vão continuar a utilizar gratuitamente o acesso às ligações 5G. Segundo fonte oficial da NOS disse ao SAPO TEK, a utilização gratuita vai manter-se após o dia 31 de janeiro, que era o limite de tempo previsto de experimentação. Período que tem sido constantemente estendido pelas três principais operadoras nos últimos dois anos, desde que o 5G foi lançado comercialmente.

Questionada sobre qual o prazo de prolongamento do acesso gratuito, a NOS recusou-se a prestar mais declarações, assumindo apenas que os seus clientes vão continuar a usufruir do serviço durante fevereiro.

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A NOS junta-se à Vodafone, que ontem também confirmou que iria estender o acesso livre da sua oferta de 5G, também sem definir até quando. Falta apenas a MEO responder se mantém a oferta dos seus serviços 5G após o prazo de 31 de janeiro.

Vários adiamentos feitos pelas três operadoras móveis já no mercado e que ganharam licenças para a quinta geração móvel tinham colocado a nova meta de comercialização da tecnologia no dia 31 de  janeiro de 2024, prolongando por mais de dois anos o período de experimentação gratuita.

Logo no primeiro momento as operadoras tinham definido preços para o acesso ao 5G em alguns tarifários, com os valores a rondar os 5 euros mensais a somar aos pacotes existentes, mas indicando que iriam aplicar um período “experimental” gratuito durante algum tempo. Na altura a DECO contestou a decisão, alegando a cobertura ainda escassa de rede, mas o prolongamento dos períodos experimentais foi adiando a aplicação da tarifa.

As licenças que permitem a utilização do espectro do 5G já foram emitidas em 2021, depois de um longo e polémico processo de definição de regras e de um leilão que se arrastou por 9 meses e mais de 1.727 rondasSeis operadoras ganharam licenças, com um encaixe de 566,8 milhões de euros para o Estado, 410 milhões dos quais pagos ainda nesse ano, mas mesmo a MEO, NOS e Vodafone, que já estavam no mercado, continuam sem rentabilizar o investimento com a cobrança de tarifários junto dos consumidores finais.

Os serviços 5G da NOS e da Vodafone foram lançados logo em dezembro de 2021, assim que tiveram acesso às licenças, enquanto a MEO esperou pelo início de janeiro de 2022, mas depois de fixarem os custos de utilização do 5G em vários tarifários, o período experimental foi sendo sucessivamente adiado, muitas vezes por períodos curtos, numa sucessão de decisões em cascata que parecia interminável.

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