De acordo com uma proposta de lei que vai ser votada, os festivais de música podem acontecer antes de 30 de setembro caso tenham lugares marcados. Se tem bilhete para um evento cancelado, pode obter um vale no mesmo valor.
Depois de semanas de incertezas, o governo ditou finalmente o impedimento da realização de festivais de música, onde se incluem os populares festivais de verão, até 30 de setembro de 2020. A decisão foi conhecida quinta-feira, 7 de maio, após o Conselho de Ministros.
Já esta sexta-feira, foi divulgada a proposta de lei sobre os eventos musicais, que será discutida no próximo dia 14, e é revelada uma exceção aos eventos em recintos cobertos ou com lugar marcado. “Até 30 de setembro, os espetáculos podem acontecer em recinto coberto ou ao ar livre, com lugar marcado e no respeito pela lotação especificamente definida pela Direção-Geral da Saúde em função das regras de distanciamento físico que sejam adequadas face à evolução da pandemia da doença COVID-19”, pode ler-se na proposta.
A mesma proposta de lei aborda também a questão dos reembolsos, um tema muito discutido desde que Portugal relatou os primeiros casos de contágio pelo novo coronavírus, e vários espetáculos começaram a ser adiados ou cancelados. Assim, e de acordo com o documento que deu entrada a 8 de maio na Assembleia da República, quem comprou bilhete para eventos entre 28 de fevereiro e 30 de setembro, que tenham sido cancelados ou reagendados, pode pedir a troca deste por um vale “de igual valor ao preço pago”.
Este vale será válido até 31 de dezembro de 2021, e pode ser utilizado na “aquisição de bilhetes de ingresso para o mesmo espetáculo a realizar em nova data ou para outros eventos realizados pelo mesmo promotor”. Caso não o utilize até essa data, “o portador tem direito ao reembolso do valor do mesmo, a solicitar no prazo de 14 dias úteis”. No entanto, se quiser o seu dinheiro de volta, só pode pedir o reembolso a partir de 1 de janeiro de 2022.
Eventos como NOS Alive, o Meo Sudoeste e o Vodafone Paredes de Coura são alguns dos festivais afetados por esta decisão do governo, sendo que outros, como o Rock in Rio, já tinham anunciado o seu cancelamento em 2020 ainda antes de ser conhecida esta proposta de lei.