Alunos do Ensino Superior vão poder ficar alojados em hostels e pousadas

A necessidade de distanciamento social, devido à pandemia da covid-19 obrigou a Direção-Geral de Saúde a cortar 3000 camas nas residências estudantis. Lisboa, Porto, Coimbra e Braga serão abrangidas.

As candidaturas para as 51 mil vagas do Ensino Superior, para o próximo ano letivo, começam esta sexta-feira e prolongam-se até 23 de agosto. Se já era difícil encontrar um quarto nas principais cidades estudantis, agora tornou-se ainda mais devido à pandemia da covid-19. A Direção Geral da Saúde (DGS) exige um distanciamento de dois metros entre cada cama, o que faz com que as residências estudantis percam cerca de 3000 lugares.

Esta realidade fez com que o Ministério da Ciência e Ensino se visse obrigado a ultimar um acordo com os hoteleiros das principais cidades estudantis, garantindo alojamento para a maioria dos estudantes. Este acordo permitirá identificar as unidades de alojamento local que se disponibilizam para receber estudantes, cumprindo todas as normas de segurança.

As negociações feitas com a Associação de Hostels de Portugal vão permitir a utilização de alojamentos locais em cidades como Lisboa, Porto, Coimbra e Braga – cidades bastante afetadas pelo abrandamento do turismo e também as mais requisitadas por estudantes.

Esta negociação torna-se bastante positiva para os Hostels que “garantem um rendimento durante um ano, que lhes permitirá manter a estrutura numa altura em que sofreram uma quebra de clientes”, tal como revela o secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira, ao jornal Público. Os estudantes saem também beneficiados pois, com este acordo, o problema da falta de alojamento fica resolvido.

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