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Em ano de pandemia, farmácias venderam menos pílulas do dia seguinte. Descubra porquê

No total, foram comercializadas cerca de 157 mil caixas do contracetivo de emergência, menos 15.400 do que o total do ano anterior. Confinamento justifica diminuição.

Em 2020, farmácias e parafarmácias venderam uma média diária de 430 embalagens do contracetivo de emergência, vulgo pílula do dia seguinte, números que, no total do ano, correspondem a 157 mil caixas, de acordo com os dados da consultora IQVIA Portugal.

O número de contracetivos de emergência vendidos baixou quando comparado com o ano anterior, em que foram vendidas mais 15.400 caixas, noticia esta segunda-feira, 7 de junho, o “Jornal de Notícias” — e a pandemia pode ser um fator para esta mudança.

Para além do confinamento ter contribuído para a diminuição de relações sexuais inesperadas, vários especialistas apontam também que a melhor informação da população e a disponibilização gratuita de métodos contracetivos pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) são motivos que podem ajudar a explicar esta redução nas vendas da pílula do dia seguinte, avança o “JN”.

Falando das causas mais relatadas pelas mulheres para recorrerem a esta solução, Paula Pinto, psicóloga da Associação para o Planeamento da Família (APF), explica à mesma publicação que, muitas vezes, estas já se encontram a fazer um método contracetivo, mas recorrem à toma de emergência devido ao esquecimento da pílula ou uso incorreto do preservativo

Neste sentido, a especialista afirma que é importante que as mulheres tenham informação sobre os métodos existentes que se adequam mais “ao seu estilo de vida e às suas características individuais”, porque “ainda há muita adesão à pílula contracetiva face aos outros métodos”, escreve o “JN”.  “Se uma mulher toma a pílula, e diz que está sempre a esquecer-se, é importante esclarecer que, numa consulta de planeamento familiar, ela tem a possibilidade de avaliar outros métodos que se calhar a protegem melhor”, exemplifica a especialista.

Vera Silva, da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), salienta também que a experiência mostra que o recurso à pílula do dia seguinte se deve, maioritariamente, à falha no método contracetivo usado. “Não creio que [o recurso à contraceção de emergência] seja uma coisa rotineira. É um uso residual, mais pontual”, afirma.

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