Noivos vencem inundações e chegam ao casamento de panela. “Era a única opção”

Com as ruas inundadas pela chuva, o casal indiano viu-se obrigado a flutuar até ao próprio casamento. Sem embarcações à vista, uma panela de cozinha foi suficiente garantir o transporte. “Era a única opção”, contam.

Com as ruas de Kerala, na Índia, totalmente inundadas, deslocações de carro pela cidade ficaram fora de questão. Ainda assim, sem barcos ou canoas à vista, este casal indiano não estava disposto a adiar a cerimónia do seu casamento e foi precisamente uma panela de cozinha que salvou o dia.

Chuvas torrenciais e deslizamentos de terra inundaram as ruas do estado de Kerala, no sudeste da Índia. No entanto, Akash e Aishwarya tinham o casamento marcado para esta segunda-feira, 18 de outubro, e recusaram~se a cancelar a festa, apesar das condições adversas.

“Transformou-se num casamento que nunca imaginámos”, disse a noiva ao canal de notícias local Asianet, avança o “The Guardian“.

O objetivo era simples: chegarem ao local da cerimónia “secos e seguros”. A missão foi cumprida, ainda que de forma, no mínimo, inusitada. Imagens partilhadas nas redes sociais mostram os, à data, noivos dentro de uma embarcação de alumínio (leia-se panela de cozinha), enquanto dois homens e um fotógrafo remavam o par por uma rua submersa.

“Era a única opção”, garantiu o casal de profissionais de saúde.

“Devia ter reservado um barco em vez de um carro…”, ouve-se um homem a dizer num dos vídeos partilhados, escreveu a Agence France-Presse, tal como noticia o “The Guardian”.

A imprensa local garante que os noivos chegaram seguros e secos a um pequeno templo parcialmente inundado em Thalavady, no estado de Kerala, onde trocaram grinaldas florais – uma tradição em cerimónias de casamento hindus.

Akash e Aishwarya decidiram avançar com a cerimónia, mas as consequências das chuvas torrenciais foram muito além de possíveis festas adiadas. Na sequência das chuvas torrenciais e deslizamentos de terra na madrugada desta segunda-feira, 18, há um número indeterminado de desaparecidos e, pelo menos, 24 mortos, lê-se no jornal “Observador“.

Milhares de pessoas já foram resgatadas com ajuda do exército, marinha e força aérea, no entanto, outras continuam isoladas e teme-se que as mortes possam aumentar.

Até à data, pelo menos 100 campos provisórios de refugiados já foram montados para acolher as vítimas, sendo que muitas viram as suas casas totalmente inundadas.

 

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