Velocidade da internet móvel piorou no segundo trimestre do ano. Resultados melhoram na rede fixa

Os dados da NET.mede, partilhados pela ANACOM, mostram que, no segundo trimestre do ano, os resultados pioraram nos acessos móveis, com diminuições de 9% na velocidade de download e de 11% no upload, além de um aumento de 6% na latência.

De acordo com novos dados da ANACOM, relativos aos testes realizados através da ferramenta NET.mede durante o segundo trimestre do ano, registou-se uma melhoria nos resultados medianos nos acessos fixos residenciais, com aumentos de 69% nas velocidades de download e de 40% no upload.

A entidade reguladora detalha que o valor mediano da latência foi a única exceção, mantendo-se igual em comparação com o ano anterior. Segundo a ANACOM, a evolução nos resultados dos acessos fixos pode refletir, “entre outros fatores, a adesão dos utilizadores a ofertas com velocidades mais elevadas”.

No que toca aos acessos móveis, os resultados pioraram, com diminuições de 9% na velocidade de download e de 11% no upload, além de um aumento de 6% na latência.

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Tek ANACOM NET.mede 2º trimestre de 2023

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Em metade dos testes à velocidade realizados no NET.mede durante o segundo trimestre verificou-se que, no download, foram atingidas velocidades de 182 Mbps ou mais nos acessos fixos residenciais e de 19 Mbps ou mais nos acessos móveis.

No upload, as velocidades foram de 99 Mbps ou mais nos acessos fixos residenciais e 8 Mbps ou mais nos acessos móveis. A latência nos acessos fixos residenciais foi de 13 milissegundos ou menos e nos acessos móveis de 37 13 milissegundos ou menos.

Ao todo, no segundo trimestre do ano, foram realizados cerca de 176 mil testes à velocidade dos acesso à Internet através da ferramenta NET.mede, numa redução de 4% face aos três primeiros meses do ano e ao trimestre homólogo no ano passado.

A ANACOM indica que cerca de 65% dos testes foram realizados através de acessos fixos residenciais e 27% através de acessos móveis. A redução registada no número de testes terá resultado principalmente da diminuição do número de testes realizados através de acessos fixos residenciais, com menos 4,6 mil (ou menos 4%), e de acessos fixos não residenciais, com menos 1,1 mil (ou menos 9%).

Olhando para os testes em acessos fixos residenciais, estes mantiveram uma maior utilização entre as 16 e as 22 horas. Já no que respeita aos acessos móveis, registaram-se mais testes durante a manhã, entre as 10 e as 11 horas, e a tarde, entre as 15 e as 16 horas.

Os dados partilhados pela entidade reguladora permitem verificar que apenas três conselhos não registaram testes em acessos fixos residenciais. Por outro lado, a maioria dos concelhos registaram testes em acessos móveis. A região com um maior número de testes em acessos fixos residenciais e em acessos móveis foi a Área Metropolitana de Lisboa, seguindo-se a região Norte.

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