O ambiente de fé e manipulação é agora palco de um enigma clássico, onde fica a pergunta: como é que alguém matou numa sala fechada e à frente de todos sem que ninguém percebesse? Saiba tudo sobre o filme.
Já chegou à Netflix mais um capítulo de uma saga de sucesso e, com ele, a promessa de um mistério mais sombrio e intenso: “Acorda, Defunto: Um Mistério Knives Out” é o terceiro filme da saga, que parece disposto a deixar tudo do avesso. Desta vez, o clima foge um pouco do glamour e do charme dos casos anteriores, com sombras, segredos profundamente guardados e uma culpa que paira sobre uma pequena comunidade religiosa à espera de ser desvendada – ou seja, o filme perfeito para um serão chuvoso.
E, se não conhece a saga “Knives Out”, foi em 2019 que o primeiro filme introduziu o detetive Benoit Blanc, interpretado por Daniel Craig, um homem sofisticado e misterioso que desvendou a morte de um escritor milionário. Em 2022 chegou “Glass Onion: Um Mistério Knives Out”, onde Blanc seguiu para uma ilha isolada para solucionar um crime que aconteceu dentro de um grupo de milionários, e as duas produções, ao misturar mistério, ironia e plot twists surpreendentes, conquistaram o público.
Mas agora, com “Acorda, Defunto: Um Mistério Knives Out”, o jogo promete mudar. Em vez de mansões luxuosas ou casas isoladas, o foco é numa comunidade religiosa, toda ela marcada por fé e poder – e, claro, por segredos. A narrativa gira à volta de um homicídio brutal, onde um monsenhor é encontrado morto dentro de uma igreja logo após um sermão, e o seu assistente, um jovem padre, é o seu principal suspeito. Desta forma, toda a paróquia fica envolvida numa teia de desconfiança.
Assim, o ambiente de fé, culpa, moral e manipulação é agora palco de um enigma clássico, onde fica a pergunta: como é que alguém matou outra pessoa numa sala fechada e à frente de todos sem que ninguém percebesse? É então aqui que Benoit Blanc regressa para mais um filme, e com a sua perspicácia habitual, o detetive mergulha num drama humano cheio de contradições e relações de poder. Brincando com o medo, a culpa e a procura pelo perdão, a produção promete fazer qualquer espectador saltar do sofá.
