Capturada ainda jovem, a orca viveu sempre isolada, sem contacto com outros animais da sua espécie.
Kshamenk, conhecida como a “orca mais solitária do mundo”, morreu no domingo, 14 de dezembro de 2025, no parque aquático Mundo Marino, em San Clemente del Tuyú, na Argentina. O animal tinha passado mais de três décadas em cativeiro e era a única orca mantida nessas condições em toda a América do Sul.
Segundo um comunicado divulgado pelo parque, a orca sofreu uma paragem cardiorrespiratória durante a manhã e acabou por não resistir, apesar da rápida intervenção da equipa veterinária presente no local.
A história de Kshamenk tornou-se um símbolo internacional da polémica em torno da manutenção de grandes mamíferos marinhos em tanques considerados demasiado pequenos para as suas necessidades físicas e comportamentais.
Veja o vídeo do tanque onde o animal era mantido.
Capturada ainda jovem, a orca viveu sempre isolada, sem contacto com outros exemplares da sua espécie, o que gerou críticas constantes por parte de organizações de defesa dos direitos dos animais.
Ao longo dos anos, várias campanhas internacionais pediram a libertação de Kshamenk para um santuário marinho, argumentando que o cativeiro teria impacto negativo na sua saúde física e emocional.
O parque Mundo Marino defendeu sempre que o animal recebia cuidados adequados e acompanhamento veterinário permanente.