Ativista defende mosquitos. “Estamos a ser atacados por uma mãe a tentar nutrir os seus futuros filhos”

Um defensor dos direitos dos animais francês acredita que os humanos devem encarar as mordidas dos insetos como “doações de sangue”.

Por esta altura do ano, a grande maioria das pessoas está a renovar o seu stock de repelentes contra os mosquitos, melgas e afins, a abastecer-se de difusores contra insetos e até em busca do tradicional mata-moscas, não vá tudo falhar e termos de recorrer a métodos mais clássicos para evitar picadas.

No entanto, e de acordo com um apresentador de televisão francês, que também se assume como um ativista pelos direitos dos animais, matar este tipo de bichos é a última coisa que devemos fazer.

Segundo o “The Independent”, Aymeric Caron afirmou que os insetos precisam do sangue humano para obterem proteína para os seus ovos. De acordo com o francês, quando estes mosquitos ou melgas nos picam, “estamos a ser atacados por uma mãe a tentar nutrir os seus futuros filhos”.

Para o ativista, devemos encarar as picadas dos insetos como uma “doação de sangue” que estamos a fazer a esta espécie, exceto nos países africanos, onde a malária é um perigo real e fatal para muitas pessoas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, e segundo os últimos números divulgados sobre esta doença, só em 2017, existiram 219 mil casos de malária diagnosticados.

Aymeric Caron é apresentador de televisão e defensor dos direitos dos animais

Aymeric Caron disse ainda que todos deveríamos seguir o exemplo de Albert Schweitzer, filósofo e protetor dos animais: “Em África, onde existe malária, ele permitia-se a matar os mosquitos. Em França, onde estes são inofensivos, deixava-se morder pelos mesmos”.

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