Avô morre com uma fortuna de quase 600 mil euros, mas só deixa 60€ a cada uma das netas

Frederick Ward já tinha feito um testamento onde deixava tudo aos seus três filhos, mas circunstâncias da vida fizeram com que o modificasse e deixasse tudo a apenas dois, deixando as suas cinco netas sem herança.

Frederick Ward, um avô desiludido que morreu com 91 anos em 2020, provocou uma luta familiar em tribunal depois de ter deixado quase toda a sua fortuna de 584 mil euros e o seu apartamento de 525 mil euros a dois dos seus filhos, Terry Ward e Susan Wiltshire, deixando apenas 60 euros para cada uma das suas cinco netas — que foram entregues em envelopes —, filhas do seu filho já falecido, Fred Jr. A razão? Enquanto vivo, dizia não ter recebido visitas suficientes. 

O ex-soldado de Ealing, na região de Londres, disse aos seus representantes legais que estava aborrecido e desiludido por não ter recebido a visita das netas enquanto esteve três vezes no hospital devido a um problema pulmonar, segundo o jornal “The Mirror”. Devido a isto, Frederick Ward decidiu retirá-las do testamento.

No entanto, depois de saberem que tinham sido deserdadas, Carol Gowing, Angela Marseille, Amanda Higginbotham, Christine Ward e Janet Pett, as cinco netas do ex-soldado, entraram com um processo em tribunal e alegaram ter direito a um terço do dinheiro do seu falecido avô. As irmãs argumentaram que Terry e Susan tinham “influenciado” Frederick Ward para que este alterasse o testamento e lhes desse a parte supostamente destinada às cinco irmãs. 

Antes de morrer, o ex-soldado já tinha feito um testamento onde dividia os seus bens pelos três filhos, mas Fred Jr. morreu em 2015 e a família desentendeu-se, pelo que Frederick Wark não se dava muito com o outro lado da família do filho. O ex-soldado acabou por fazer um novo testamento em 2018 que, quando lido por Terry às cinco irmãs, deu asas a uma discussão bastante acesa, que foi gravada e reproduzida em tribunal.

No entanto, o caso das cinco irmãs foi rejeitado. O juiz do Supremo Tribunal, James Brightwell, decidiu agora que o testamento, o segundo feito por Frederick Ward, era “inteiramente racional”, acrescentando que as netas tiveram “um contacto muito limitado” com o seu avô, que ficou bastante “desiludido”, de acordo com o “Metro”

O juiz disse ainda que “as evidências não chegam perto” de o convencer de que Terry tinha “coagido” o seu pai, ou que Susan o tinha “controlado” de modo a lançar dúvidas sobre a sua vontade. James Brightwell acrescentou que as irmãs não visitaram mais vezes o avô no hospital porque não foram logo informadas de que ele estava lá, mas isso aconteceu “porque o contacto entre as partes tinha parado de qualquer forma”. 

As cinco irmãs só tinham feito “visitas curtas” ao avô, enquanto este mantinha boas relações com o filho Terry e com a filha Susan. “É muito provável que, dada a alteração das circunstâncias após a morte de Fred Jr. e o contacto limitado com os requerentes após essa data, Frederick Ward tenha ficado desapontado com os requerentes”, afirmou o juiz Brightwell, citado pelo “Daily Mail”

“Nestas circunstâncias, e apesar de Frederick Ward ter prometido, vários anos antes, dividir os seus bens entre os filhos dos seus filhos se algo acontecesse a algum deles, o testamento de 2018 foi, a meu ver, inteiramente racional. Isto não significa que não possa compreender o desapontamento dos requerentes por terem sido essencialmente deixados de fora”, acrescentou o juiz.

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