Foi descoberta uma nova espécie de aranha. É grande, morde pessoas “mas não é perigosa”

A espécie, apelidada pelos cientistas de Euoplos dignitas, fascinou os investigadores devido ao seu tamanho. Mas nem tudo são boas notícias, uma vez que existe a possibilidade de estas aranhas já estarem em perigo.

Uma nova e rara espécie de aranha foi descoberta sob um alçapão em Queensland, na Austrália, por investigadores do Museu de Queensland, que há já quatro anos se dedicam a estudar a biodiversidade do estado australiano.

A aranha foi chamada pelos cientistas de Euoplos dignitas, “derivado do latim “dignitas,” (dignidade) ou “grandeza”, devido ao “impressionante tamanho e natureza da aranha”, afirmaram os cientistas do museu num comunicado.

Michael Rix, o investigador principal, afirma estar fascinado com o tamanho desta nova espécie, uma vez que as fêmeas, que conseguem viver mais de 20 anos no mato, “podem chegar a cinco centímetros de comprimento do corpo”.

Esta nova aranha desempenha um papel crucial no seu ecossistema, uma vez que auxilia no controlo das populações de insetos, salienta o cientista, segundo o “The Guardian“.

Porém, esta espécie pode vir a ser ameaçada devido ao desbravamento de terrenos. De acordo com Michael, as tocas das aranhas são muito bem camufladas na terra, fazendo com que as mesmas nem cheguem a ser perceptíveis.

As fêmeas Euoplos dignitas passam a vida inteira no subsolo, e os machos, de uma cor a cair para o vermelho mel, abandonam a toca inicial após cinco a sete anos em busca de outra parceira, numa toca diferente. Durante a noite, as fêmeas colocam-se logo abaixo da porta da toca (que passa o dia fechada) de modo a tentar caçar insetos que possam aparecer, utilizando um veneno para apanhar as presas. Porém, o investigador garante que estas aranhas não são perigosas para as pessoas. “A mordida pode ser fisicamente dolorosa por causa de seu tamanho, mas não é perigosa”.

A próxima etapa desta descoberta consistirá em descobrir onde poderão existir mais aranhas desta espécie na zona de Queensland. “É um processo muito importante, tanto para entender o que está lá fora, como também para dar um passo para a conservação”, diz Michael Rix.

Veja a nova descoberta.

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