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Guerra na Ucrânia. Tentativa de assassinato de Zelensky evitada por serviços secretos

Os serviços secretos ucranianos terão conseguido evitar uma tentativa de assassinato do presidente ucraniano. Volodymyr Zelenksky deu uma entrevista esta quarta-feira, 1 de março, onde pediu mais ajuda à comunidade internacional.

Os serviços secretos russos terão evitado uma tentativa de assassinato do presidente ucraniano Volodymyr Zelenksky. A revelação foi feita esta terça-feira, 1 de março, pelo chefe do Conselho de Defesa e Segurança Nacional, Oleksiy Danilov.

Numa mensagem, publicada na rede social Telegram, é explicado que a tentativa de matar o presidente ucraniano estava a ser planeada por um grupo de forças especiais de elite chechenas, denominado “Kadyrovites”. Esse grupo, de acordo com o chefe do Conselho de Defesa e Segurança Nacional, terá sido “eliminado”.

O líder do país que está há sete dias a ser atacado pela Rússia concedeu uma entrevista à CNN internacional esta quarta-feira, 1 de março. Zelenksky, que se encontra num bunker em local indeterminado, algures em Kiev, admitiu não estar esperançoso em relação a uma nova ronda de negociações com a Rússia.

Questionado sobre o que espera, em termos de ajuda, dos Estados Unidos, Zelensky apelou a Joe Biden que apoie a Ucrânia. “A Ucrânia vai lutar de forma determinada contra a Rússia, vão ver. Mas sozinhos não o vamos conseguir fazer”, disse.

Sobre o primeiro encontro entre as delegações russa e ucraniana, na passada segunda-feira, o presidente ucraniano disse que teriam de voltar ao ponto de partida, à posição em que estavam no primeiro dia do conflito e só a partir daí poderiam negociar. Questionado sobre se o governo de Putin “está pronto” para esse diálogo, Zelensky respondeu. “Veremos”.

Sétimo dia de guerra: o que sabemos até agora

Já esta manhã, o líder ucraniano voltou a publicar um vídeo nas redes sociais, no qual afirmou taxativamente: “A Rússia quer apagar a nossa história”. Zelensky voltou a apelar à ajuda da União Europeia. Disse que já foram mortos 6000 russos e ofereceu garantias de que o exército de Putin não seria capaz de tomar a Ucrânia bombas e ataques aéreos. “Eles não sabem nada sobre Kiev, sobre a nossa história. Mas todos eles têm ordens para apagar a nossa história, apagar o nosso país, apagar-nos a todos”, afirmou.

O cerco a Kiev está cada vez mais apertado mas a coluna militar russa que está a tentar entrar na capital ucraniana não fez avanços na últimas 24 horas. Com a tentativa de tomada da capital atrasada, o exército russo está concentrado em Karkhiv, onde tem havido fortes bombardeamentos, em Kherson e Mariupol.

mapa ucrânia

O controlo da cidade de Kherson, que fica no sul da Ucrânia, seria estrategicamente vital para o exército russo, além de ser também um ponto importante de fornecimento de água potável. Isto porque, aquando da anexação russa da Crimeia, o fornecimento de água à região foi limitado, através da construção de barragens. O exército russo avança que já controlou a cidade mas, de acordo com a BBC, tal não é possível de confirmar.

Esta quarta-feira, 1 de março, durante o discurso do Estado da União, Joe Biden voltou a endurecer a narrativa contra Vladimir Putin. Anunciou o encerramento do espaço aéreo norte-americano a todos os voos russos e comprometeu-se a “ir atrás” dos oligarcas russos que apoiam o regime de Putin. “Esta noite, digo aos oligarcas russos e líderes corruptos, que sacaram biliões de dólares graças a este regime violento: acabou!”.

O presidente norte-americano prometeu ainda continuar a liderar uma ampla coligação internacional em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia. Para esta quarta-feira, 2, estaria agendada uma nova ronda de negociações entre os representantes ucranianos e russos, mas não há confirmação se essa reunião acontecerá.

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