Menina de 3 anos abusada sexualmente por mãe e padrasto. Polícia apanhou vídeos nos telemóveis

A mãe e o padrasto mantinham, nos seus telemóveis, vídeos dos abusos sexuais contra a criança e acabaram por ser apanhados. Entenda o que se passou.

A mãe e o padrasto de uma menina de três anos foram presos em Ribeirão Preto, em São Paulo, no Brasil, depois de terem sido descobertos vídeos dos abusos sexuais cometidos contra a criança que ambos mantinham nos seus telemóveis, segundo o “G1”. 

De acordo com a Polícia Civil, as imagens encontradas nos telemóveis não deixam dúvidas de que a menina foi abusada sexualmente. Na noite de quarta-feira, 10 de dezembro, Leiliane Vitória Oliva Coelho, de 22 anos, e o seu companheiro, Andrey Gabriel Eduardo Bento Zancarli, de 23, foram presos. Ambos defenderam não ter cometido qualquer abuso, mas admitiram que gravaram os vídeos.  

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Michela Ragazzi, inspetora da unidade policial de São Paulo de proteção de vítimas, declarou que os vídeos visavam satisfazer fantasias sexuais da mãe da menina e do padrasto. “Eles disseram que essas trocas de mensagens contêm fantasias sexuais realizadas entre eles e que efetivamente eles não expunham a criança a nenhum ato libidinoso ou sexual. Porém, as imagens e as mensagens serão periciadas”, explicou Michaela Ragazzi. 

A Polícia Civil teve conhecimento desta situação devido à denúncia que foi feita por um homem com quem Leiliane Coelho mantinha um caso amoroso, após o mesmo ter descoberto no telemóvel da mesma as trocas de mensagens entre ela e Andrey Zancarli, que envolviam os abusos contra a criança. O homem tirou capturas de ecrã às mensagens e entregou-as às autoridades.    

Em entrevista à EPTV (rede de televisão brasileira afiliada da TV Globo) nesta quinta-feira, 11 de dezembro, Leiliane Coelho assumiu ter produzido pelo menos um dos vídeos. “Eu amo a minha filha, não sei o que me deu. Um vídeo estragou tudo. Uma coisa ruim que você faz anula todas as coisas boas. Eu mereço tudo o que vier, o que me acontecer, mereço tudo”, disse a mãe da menina ao abandonar a unidade policial.  

Os aparelhos confiscados pela Polícia Civil serão inspecionados cuidadosamente, com o objetivo de desvendar há quanto tempo a menina estava a ser abusada sexualmente. A suspeita principal é de que a criança estivesse sob o efeito de drogas durante os abusos. 

O casal vai responder por abusos sexuais a crianças, sendo que este crime, na legislação brasileira, não impõe a ocorrência de relações sexuais com penetração para ser aceite, além da divulgação de cenas de sexo e exploração infantil. Ambos foram condenados a prisão preventiva pela Justiça e, se as suspeitas forem comprovadas, Leiliane Coelho e Andrey Zancarli podem cumprir uma pena superior a 20 anos.     

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