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Morreu Quino, o pai da feminista e irreverente Mafalda da banda desenhada

Era na personagem, sempre refilona, que o desenhador argentino dava corpo às metáforas necessárias para criticar os problemas políticos e sociais que impediam o progresso. Tinha 88 anos.

Morreu esta quarta-feira, 30 de setembro, Quino, o autor argentino de banda desenhada e responsável pela criação de várias personagens icónicas de banda desenhada. A mais conhecida, claro, era Mafalda — a rapariga feminista, irreverente e respondona que tinha sempre resposta para tudo e era perita em deixar os outros sem palavras.

Mafalda Quino

Joaquín Salvador Lavado Tejón, assim era o nome completo do ícone argentino da banda desenhada, morreu aos 88 anos em Mendonza, na Argentina, cidade onde residia desde 2017 depois da morte de Alicia Colombo, a sua mulher. O jornal “El País” recorda-o como o “humorista gráfico mais internacional e mais traduzido da língua espanhola”.

A afinidade do criador de Mafalda à causa feminista e aos direitos das mulheres não é de agora, e Quino chegou mesmo a reivindicar isso mesmo nas várias declarações que fez.

“Sempre acompanhei as causas de direitos humanos em geral e dos direitos das mulheres em particular, a quem desejo sorte nas suas reivindicações”, terá dito numa das muitas entrevistas que concedeu, segundo cita a publicação espanhola.

Era em Mafalda, sempre contestatária e refilona, que Quino dava corpo às suas metáforas para evidenciar os problemas políticos e sociais que, estruturalmente, consideravam ser o grande impedimento ao progresso.

Desde 2006 que o artista não desenhava com a mesma regularidade depois de vários problemas de saúde que o levaram a submeter-se a seis intervenções cirúrgicas em apenas dez anos.

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