Mulher do ex-presidente da Argentina denuncia-o por violência doméstica (e tem imagens como prova)

Esta terça-feira, 6 de agosto, Fabíola Yañez apresentou queixa contra Alberto Fernández. A ex-primeira-dama acusa-o de alegadas agressões que aconteceram quando o político ainda ocupava o cargo de presidente.

Fabíola Yañez, com 43 anos, apresentou queixa contra Alberto Fernández, de 65 anos, ex-presidente da Argentina, que ocupou o cargo entre 2019 e 2023. A ex-primeira-dama acusa-o de alegadas agressões que aconteceram enquanto o político ocupava o cargo de presidente.

O Infobae publicou fotografias que mostram Yañez depois de ter sido alegadamente agredida pelo ex-companheiro, para além de uma conversa de WhatsApp entre os dois que revela uma situação de violência. Pelas imagens, é possível perceber que os ataques do ex-presidente ocorreram em plena situação pandémica instalada pela Covid-19, em agosto de 2021, deixando Fabíola com hematomas no braço e no rosto. Alberto Fernández negou as acusações contra ele, dizendo ao “La Nacion” que irá provar a sua inocência em tribunal.

A denúncia foi apresentada durante uma comunicação por videoconferência com o juiz Julián Ercolini. Um dos próximos passos do processo é o depoimento da ex-primeira-dama, que embora ainda não esteja marcado, poderá acontecer em breve.

Após ter-se separado de Alberto Fernández, a ex-primeira-dama segue os trâmites judiciais a partir de Madrid, onde vive com o filho, Francisco, fruto da relação que manteve com o ex-presidente. Fernández está hospedado no bairro de Puerto Madero, na cidade de Buenos Aires, num apartamento emprestado pelo amigo empresário e ex-secretário de Comunicação Social, Pepe Albistur.

Alberto Fernández está proibido de sair do país, aproximar-se da vítima e comunicar com ela por qualquer meio. É a primeira vez que um ex-presidente da Argentina é investigado por acusações de violência deste tipo, supostamente cometidas enquanto ainda estava no cargo.

De acordo com o último relatório elaborado pelo Gabinete de Violência Doméstica, criado pelo Supremo Tribunal de Justiça da Nação, no primeiro trimestre de 2024, já foram registadas 3396 vítimas de violência doméstica.

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