Ao que tudo indica, o adjunto da antiga ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, fazia parte do culto desde 2012. Abusos terão acontecido num espaço considerado sagrado para esta prática religiosa.
Parece que as acusações a Paulo Abreu dos Santos não param de aparecer. Depois de o advogado ter sido acusado de pornografia infantil e abuso sexual de menores entre os 4 e os 14 anos na segunda-feira, 15 de dezembro, sabe-se agora que os ataques terão acontecido, alegadamente, no meio de um culto de Orixás, uma prática religiosa de origem africana que venera divindades da mitologia. Ao que tudo indica, segundo o “Correio da Manhã“, o adjunto da antiga ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, fazia parte do culto desde 2012.
Esta crença nas divindades, que são consideradas intermediárias entre os humanos e aquilo que é considerado divino, tem um espaço que considera sagrado, intitulado de “o terreiro”, e terá sido aí que Paulo Abreu dos Santos cometeu os crimes. Sabe-se que o advogado frequentava o culto, Orixás – Ilê Axé Omô Oxum, que fica no Seixal, ainda nos dias de hoje com o irmão e com a mãe, e que passou mesmo por várias iniciações como rapar o cabelo e fazer certos rituais.
Quanto às vitimas, não se conhecem identificações, mas já se tinha avançado que pelo menos duas delas eram portuguesas, do sexo masculino e tinham 10 anos – Paulo Abreu dos Santos também já confessou esse ataque, uma vez que os vídeos estavam no seu telemóvel. Agora, o CM avançou também que as autoridades suspeitam que o adjunto da antiga ministra da Justiça possa ter abusado de algumas crianças familiares de pessoas que frequentam o mesmo culto, além de outros jovens carenciados que tinham lá chegado através de instituições.
Até ao momento, o advogado encontra-se em prisão preventiva na cadeia da Carregueira, depois de ter sido transferido pela Polícia Judiciária. Numas declarações obtidas pelo jornal, Paulo Abreu dos Santos mostrou-se arrependido, garantindo que “só” tinha abusado sexualmente de duas crianças e que as imagens que tinha no computador, que rondavam as 500, não tinham sido feitas por si. Posto isto, como cada crime é autónomo e o advogado poderia ser sentenciado a várias centenas de anos na prisão, o que pode acontecer é ser-lhe atribuída uma pena máxima de 25 anos.
