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Agências de viagens low-cost estão a cobrar tarifas e subscrições ilegais aos consumidores

No Portal da Queixa já existem mais de 500 reclamações de uma só agência de viagens, o que equivale a mais 48,2% das queixas que foram feitas em 2022.

Existem agências de viagens low-cost que funcionam apenas através de plataformas online, e a rapidez e facilidade com que se pode marcar uma viagem é bastante aliciante. Com os preços mais baixos do mercado, estas agências são a primeira escolha de muitos consumidores, exatamente por serem atraídos para todos estes alegados benefícios. No entanto, é preciso ler nas entrelinhas.

Certas agências de viagens estão a cobrar tarifas escondidas e a subscrição de serviços sem o conhecimento dos clientes, que acabam por só se aperceber da situação quando verificam o extrato bancário e percebem que esse custo adicional saiu da conta. Segundo o “Jornal de Notícias”, o Portal da Queixa registou centenas de reclamações relacionadas com este problema, que envolvem agências como a eDreams, Rumbo, Opodo e Volotea.

Só no caso da primeira empresa, o Portal tem mais de 530 queixas registadas, mais 48,2% do que em 2022, e a DECO Proteste relata “dezenas” de reclamações sobre as subscrições desta agência, práticas que consideram “ilegais”.

Segundo o Portal da Queixa, citado pelo JN, existem vários casos em que o dinheiro “foi devolvido aos utilizadores após a reclamação”, mas há também casos em que a eDreams argumenta que foi o cliente que subscreveu o serviço, já que, após o período de teste gratuito, a “assinatura é renovada automaticamente, caso não seja cancelado, o que gera o débito”.

Nestes casos, a DECO aconselha a expor a situação à empresa onde foram compradas as viagens por escrito, pedindo resposta da mesma forma. Se não a obtiverem, poderão recorrer à Deco, que depois intervém diretamente junto da entidade. “Nos casos em que tiver sido debitado um valor, é devolvido para a conta de onde saiu. E para os casos em que nem sequer chegou a ser debitado, ficam com a prova escrita da eDreams em como dão por cancelada essa parte do contrato”, disse Diogo Martins,  jurista da DECO,  ao JN.

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