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Caso Vimioso. Dois dos suspeitos de sodomização de menor já têm idade para ir presos

Dois dos oito suspeitos têm 16 anos, pelo que são criminalmente responsáveis pelos crimes que cometerem, podendo ser punidos com uma pena. Um dos alegados agressores é irmão mais velho da vítima.

Depois de um aluno de 11 anos da escola de Vimioso, em Bragança, ter sido sodomizado com uma vassoura por oito colegas, um dos quais o irmão da vítima, o caso está a ser investigado e os suspeitos foram formalmente identificados. A par do irmão mais velho, que completou 16 anos nesse dia, há outro suspeito da mesma idade, o que significa que ambos já têm idade para ir presos.

Os restantes suspeitos têm entre 13 e 15 anos. A estes juntam-se outras 20 crianças, que foram identificadas na qualidade de testemunhas. Além disto, uma funcionária também acabou por ser identificada – e, tal como as outras duas dezenas de menores, não interveio, segundo o “Jornal de Notícias“.

A agressão terá acontecido a 19 de janeiro, pelas 12h30, no estabelecimento de ensino que todos frequentavam. A GNR só terá sido informada da ocorrência três dias depois de o caso ter ocorrido. Depois de se queixar e apresentar arranhões, o aluno só foi levado ao Centro de Saúde de Vimioso e, de seguida, ao Hospital de Bragança, esta segunda-feira, 22 de janeiro.

Uma fonte ligada à escola garantiu que a vítima afirmou que “não está a mentir”, acrescentando que o irmão admitiu ainda não lhe ter pedido desculpa. “Há muito ainda para compreender no episódio, que não se sabe se foi uma brincadeira que correu mal”, indicou o presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), de acordo com a mesma publicação.

Segundo a Junta de Freguesia de Vimioso, há “um clima de terror e de encobrimento” que, alegadamente, se vive no Agrupamento de Escolas de Vimioso, com vários casos de violência entre alunos ou entre alunos e funcionários. Entretanto, o caso transitou para a Polícia Judiciária (PJ) e para o Ministério Público.

No que toca aos suspeitos, ao mesmo tempo que continua a decorrer a investigação da PJ, estes também estão a ser alvo de processos disciplinares por parte da escola. Além disto, a família da vítima encontra-se a receber apoio psicológico e o menor tem marcada uma consulta de pedopsiquiatria para esta terça-feira, 30 de janeiro, avança a CNN Portugal.

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