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COVID-19. Meditar pode ajudá-lo a diminuir ansiedade de estar fechado em casa — este vídeo ensina-o a fazê-lo

Bárbara Guevara, instrutura de meditação e professora de ioga, explica como pode fazer exercícios para fazer em casa. O corpo vai acalmar e a mente também.

Em tempos de quarentena caseira, tudo é motivo para ver os níveis de tensão subir. É o medo que se instala de fininho, mesmo que o tentemos contrariar, o pânico de sair à rua e, ao mesmo tempo, a sensação de clausura que a quarentena ou o isolamento voluntário provocam.

Seja sozinho, a dois, ou em família, é difícil passar dias inteiros em casa, principalmente quando não existe um prazo limite para que tudo isto termine. Há quem faça exercício físico para libertar tensão, quem cozinhe para distrair a mente ou quem se atire às séries ou livros que há muito faziam parte da lista de coisas a ter em dia.

Tudo é válido para ajudar a passar esta fase, até mesmo meditação. E sim, já sabemos. Não consegue parar a mente, não consegue estar sentado e ouvir o barulho da respiração é ainda mais enervante do que o COVID-19. Já ouvimos todas essas desculpas e Bárbara Guevara muitas mais.

A instrutora de meditação dedica-se a dar aos outros a calma que encontrou para si. Como? Através de práticas de meditação, de técnicas de mindfulness e workshops sobre gestão de ansiedade.

E se tudo isto são ferramentas que considera essenciais para todos, ainda mais numa fase de constrangimento social. “Os níveis de ansiedade estão altos”, considera e, além disso, “o isolamento e o medo potenciam ainda mais essa ansiedade”.

E antes de mandar alguém parar para respirar, Bárbara deixa outro conselho: filtrar a informação. “De nada vale sermos bombardeados com notícias todos os dias. Tudo isso vai ser absorvido pelo corpo como uma ameaça”. E tudo isso gera medo, dois tipos de medo aliás. “Medo de falhar e não conseguir ultrapassar a situação e medo que algo nos possa passar ao lado. Daí a necessidade de estar sempre a ver televisão ou correr todas as redes sociais”.

Depois de focar a atenção apenas nos dados fornecidos pela Direção Geral de Saúde e a Organização Mundial de Saúde — as duas fontes mais fidedignas — aí sim, pode passar para a fase de acalmar a mente.

“Toda a gente pode fazer, mesmo quem nunca se experimentou”, garante Bárbara, mas há que ter paciência. “A meditação não é um comprimido que se toma e funciona de imediato. Há que ter consistência na prática e fazer um bocadinho todos os dias”.

Então vamos lá. Bárbara começa por pedir tão somente que estejam atentos à respiração. “É algo tão simples e tão básico, mas é a respiração que nos traz ao momento presente”, garante.

De pé ou sentado (ainda que o ideal seja sentado), de olhos fechados ou abertos (ainda que fechados seja mais eficaz), mas em silêncio. O primeiro exercício indicado por Bárbara passa por pôr o temporizador a contar três minutos, tempo durante o qual nos devemos sentar de olhos fechados, relaxar o corpo e focar-se apenas no ar que entra e que sai. “A mente vai dispersar e é normal que assim seja. O poder está no regresso ao momento presente”, esclarece.

Outro exercício que Bárabara aconselha não tem limite de tempo. “Neste caso, e sem forçar, apenas conte as respirações de 1 a 10 e depois de 10 a 1”, explica, podendo repetir o exercício as vezes que forem precisas.

Seja qual for o exercício, deve ser feito sem música que, segundo a instrutora, apenas vem distrair ainda mais a mente.

Também Bárbara teve que se adaptar às circunstâncias e todas as sessões que habitualmente faz ao vivo passaram para o online. No site onde promove o seu trabalho encontra aulas de ioga, de meditação, sessões de meditação com vertente terapêutica, cursos de introdução ao mindfullness e workshops de gestão de ansiedade.

Mas não é por trabalhar na área que deixa de aconselhar o uso de aplicações, pelo menos para quem está a começar agora. Considera a Head Space, a Calm e a Insight Timer como as mais completas, mas alerta para os perigos do uso destas plataformas. “Neste caso não há contacto direto com o instrutor, o que é fundamental. Além disso, não se pode cair no risco de fazer muitas vezes a mesma meditação, porque o cérebro habitua-se muito rapidamente e fica apenas a ilusão de que está a funcionar”, refere.

Por isso, e para todos os que querem começar uma prática diária de relaxamento e meditação, Bárbara criou um exercício, em exclusivo para os leitores da MAGG. São pouco mais de cinco minutos, mas seguramente sairá deles com outro ânimo.

 

 

 

 

 

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