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COVID-19. O pior ainda está para vir: Governo acredita que o pico do surto será em maio

Depois de ultrapassada esta fase, é ainda necessário esperar que o número de casos de infetados baixe para que o fim do atual estado de alerta não se traduza em novas cadeias de contágio. O que aí vem é duro.

Embora seja já a partir da próxima segunda-feira, 16 de março, que pelo menos metade do país vá parar, não se sabe ao certo quanto tempo é que as medidas de prevenção e contenção do surto de COVID-19 vão durar. Espera-se que, ao reduzir a exposição e a taxa de contacto, os profissionais de saúde e os hospitais tenham mais tempo para se preparar e poder dar assistência a todos os casos que lhes cheguem.

Com o encerramento de escolas, bares, discotecas e restrições em zonas comerciais, a ideia é passar rapidamente à fase de mitigação do surto.

No entanto, e segundo revela o jornal “Expresso” na edição impressa deste sábado, 14 de março, “a estimativa do pico de contágios com que o Executivo está a trabalhar é de dez semanas” — um cenário que também foi estabelecido pelo diretor-geral da Saúde britânica na sexta-feira, 13 de março.

Segundo a mesma publicação, é com base em todos estes dados que a Direção Geral de Saúde está a afinar medidas e projeções que apontam para que o pico da crise só aconteça na segunda semana de maio.

Mas depois disso, e numa nova fase, “ainda será preciso esperar que o número de casos baixe o suficiente para que o fim do estado de alerta não desencadeie uma nova sequência de contágios.”

Será precisamente nessa altura que o Governo irá realizar uma nova avaliação. Segundo a mesma publicação, a primeira está marcada para 9 de abril onde o Executivo vai tentar perceber, junto dos técnicos de saúde, se já existem mais certezas acerca da eficácia das medidas que estão a ser tomadas e que preveem os dois tipos de isolamento — o forçado e o voluntário.

Dirigindo-se aos portugueses na quinta-feira, 12 de março, António Costa falou das expectativas para o futuro dada a conjuntura atual, admitindo que “é muito provável que este possa ser um surto mais duradoura do que se possa ter estimado inicialmente.”

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