Craques de futebol burlados por agente de viagens. Cristiano Ronaldo perdeu mais de 200 mil euros

O valor da burla feita a Cristiano Ronaldo corresponde a 200 viagens nunca realizadas pelo jogador. A burlona já foi condenada a pena suspensa e paga mensalmente uma indeminização à agência de viagens Geostar.

Uma mulher de 53 anos, Maria Silva, burlou durante três anos Cristiano Ronaldo, bem os jogadores de futebol Nani e Manuel Fernandes, ex-jogador do Benfica, e o agente Jorge Mendes e as suas empresas Gestifute e Polaris. A mulher de Vila Nova de Gaia trabalhava no implante da Geostar, na Gestifute, e após confessar o crime em 2010, foi julgada e condenada em 2017 pelo Tribunal do Porto, que lhe atribuiu pena suspensa de quatro anos. Maria Silva está também a pagar mensalmente uma indemnização de 9 mil euros à agência de viagens à qual pertencia para compensar o valor que desviou aos craques (entretanto devolvido pela Geostar), escreve o “Jornal de Notícias“.

A burlona tinha acesso ao cartão de crédito de Cristiano Ronaldo para pagar as deslocações do futebolista, tal como fazia com os restantes clientes VIP, chegando também a tratar de viagens dos familiares dos jogadores de futebol representados pela empresa, quer dentro da Europa, quer da Europa para os continentes americano e africano.

Aproveitando a total confiança que lhe era dada, Maria Silva pedia às personalidades do futebol para depositarem o dinheiro das viagens em contas pessoais, em vez de indicar o número da conta da Geostar ou depositar as verbas nas contas da empresa.

Foi assim que conseguiu desviar 288 mil euros de Cristiano Ronaldo — valor que corresponde a 200 viagens nunca realizadas —, mais 1.846 euros a Nani, 2.742 euros a Manuel Fernandes, 16.845 euros a Jorge Mendes e outros 2.260 euros à empresa Polaris (que representa Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva e José Mourinho e pertence ao “superagente”). A maior quantia desviada foi à empresa Gestifute, também de Jorge Mendes, que foi burlada em 42.178 euros.

Soube-se mais tarde, após a burlona ser confrontada pela empresa sobre o esquema de burla que levou a cabo durante três anos, que sofria de uma patologia de consumismo excessivo e gastou todo o dinheiro. Atualmente, Maria Silva trabalha como empregada de limpeza.

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