El Corte Inglés ainda não pode vender roupa. Regras são desiguais entre grandes superfícies e armazéns

Artigos de moda, decoração, têxtil-lar e electrodomésticos ainda não podem ser vendidos no El Corte Inglés, ao passo que em super e hipermercados foram repostos. Armazém considera que há “dualidade de critérios”.

A segunda fase do plano de desconfinamento já está em marcha e, com o mesmo, voltou a ser possível comprar vestuário, brinquedos e equipamentos desportivos em super e hipermercados desde segunda-feira, 5 de abril. Contudo, o mesmo não foi permitido aos grandes armazéns, como é o caso do El Corte Inglés.

“O El Corte Inglés está, como sempre, a cumprir escrupulosamente todas as regras, no entanto gostaria de declarar publicamente o seu repúdio por esta regra que considera injusta e prejudicial e que põe em causa os rendimentos de mais de cinco mil famílias, entre colaboradores diretos e indiretos”, refere em comunicado.

No entender do El Corte Inglés, as novas regras de desconfinamento demonstram uma “dualidade de critérios” que estão a prejudicar o negócio da cadeia do retalho ibérico em Portugal, bem como a colocar “em causa as regras de livre concorrência de mercado”.

Os trabalhadores e fornecedores são os principais afetados com as medidas que excluem os grandes armazéns, como é o caso do El Corte Inglés, de vender produtos das áreas da moda, decoração, têxtil-lar, electrodomésticos — cujas vendas já são permitidas em grandes superfícies.

Antes de entrar em vigor a segunda fase do plano de desconfinamento, o primeiro-ministro, António Costa, comunicou as mudanças no setor da distribuição. “Os estabelecimentos que vendiam produtos e deixaram de poder vender para não fazerem concorrência desleal aos que estavam fechados vão passar a poder vender os mesmos bens que passaram a poder ser vendidos na via pública”, clarificou António Costa a 1 de abril, referindo-se à restrição que estava em vigor desde 18 de janeiro.

Agora que foi levantada, o El Corte Inglés demonstra desagrado perante a exclusão, uma vez que desde o início do segundo confinamento está a sofrer com o fecho das lojas, “o que, obviamente, tem um grande impacto nas vendas”, revelou ao “Distribuição Hoje“. À mesma publicação, admitiu ainda que apesar do impacto na pandemia sobre as lojas físicas, este foi “felizmente amortecido pela operação online”.

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