Mulher esfaqueada pelo ex-companheiro com filho de 2 anos ao colo. Vítima corre perigo de morte

Levou oito facadas e já foi operada, mas continua em estado crítico. No momento da agressão, tinha o filho de ambos, com 2 anos, ao colo. A criança ficou cheia de sangue. A vítima já se tinha queixado às autoridades de violência e ameaças.

Aconteceu em Braga, ao início da tarde desta segunda-feira, 13 de fevereiro. Um homem de 23 anos esfaqueou a ex-companheira junto ao apartamento onde esta agora residia, enquanto ela tinha o filho de ambos, de 2 anos, nos braços. A criança terá ficado cheia de sangue por não largar a mãe.

A vítima, de 30 anos, levou oito facadas, três delas profundas: no tórax, na barriga e no pescoço. Ainda conseguiu descer das escadas e sair do prédio, chegando à rua, não tardando a cair inanimada junto a um automóvel ali estacionado. “Nem conseguia falar”, disse uma das testemunhas que viram a mulher a esvair-se em sangue, citada pelo JN.

O agressor escondeu-se na garagem do prédio, ainda com a arma do crime em sua posse — uma faca de cozinha. Até à chegada das autoridades, os vizinhos tomaram conta da criança, que chorava muito e chamava pela mãe, e que foi assistida por uma equipa do INEM, inclusive um psicólogo.

A vítima foi operada no Hospital de Braga, para onde foi levada pelo INEM, mas ainda corre perigo de morte, já que uma das facadas atingiu a veia jugular. Os ciúmes terão estado no cerne deste ataque. O agressor não se conformaria com o facto de a ex manter agora um novo relacionamento amoroso. A vítima já se tinha reportado violência e ameaças às autoridades.

A última ocorrência registada pela PSP data de 24 de janeiro, refere o “Jornal de Notícias”. Depois da chegada da polícia, o agressor decidiu entregar-se, saindo pela porta com as mãos no ar e ainda com a arma na sua posse. “Foi detido de imediato, algemado e levado pela PJ”, contou um dos vizinhos ao mesmo jornal.

O crime, ocorrido na Praça Paulo Vidal, em Lamaçães, Braga, vai ser analisado em tribunal esta terça-feira, 14 de fevereiro, quando o agressor receberá as medidas de coação aplicadas por um juiz. Os outros dois filhos da vítima, mais velhos, estariam na escola, ali perto, durante este episódio de violência doméstica.

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