Imagens do Grande Prémio de Fórmula 1, que está a decorrer este fim de semana em Portimão, deixaram dúvidas quanto ao cumprimento da distância de segurança nas bancadas. Assim, este domingo, as regras apertam.
Imagens captadas no sábado, 24 de outubro, da final do Grande Prémio de Fórmula 1 deixaram dúvidas quanto ao cumprimento das regras impostas pela COVID-19: mostram ajuntamentos e falta de distanciamento social entre os espectadores sentados do Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, confirmou também Paulo Pinheiro, administrador deste sítio, que falou, especificamente, das bancadas Portimão e Portimão 2.
Tendo em conta a difícil situação que o país atravessa com o aumento exponencial dos números (no sábado, registaram-se 3.669 casos), e tendo em conta as novas regras impostas pelo Governo (proibidos ajuntamentos com mais de cinco pessoas ou proibições relativas à circulação), as críticas nas redes sociais não se fizeram esperar.
Assim, este domingo, 25, a organização do evento vai reforçar o policiamento no autódromo, expulsando do recinto quem não cumprir as regras de segurança.
“Quem não cumprir o que está assinalado nas bancadas e sair do seu lugar vai imediatamente para a rua“, garantiu Paulo Pinheiro ao “JN“, ressalvando que, das 11 bancadas que existem neste sítio, apenas em duas é que houve desrespeito pelas normas.
O administrador apela, assim, ao cumprimento das regras, pedindo que os espectadores não saltem linhas ou abandonem os seus lugares marcados.
Na quarta-feira, 21 de outubro, a lotação para o Grane Prémio de Portugal foi reduzida para 27.000 espectadores, depois de terem sido colocados à venda mais de 40 mil ingressos. Graça Freitas, diretora-geral da Saúde, falou num “conjunto de regras que permitirá com segurança a realização deste Grande Prémio com público”.
Dentro destas regras, contam-se: a manutenção da distância, a proibição dos cruzamentos entre pessoas, as aglomerações, uma “higiene garantida” e a ventilação permitida pelo facto de o evento decorrer ao ar livre. As máscaras também são obrigatórias, referiu a diretora-geral da saúde.