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Israel Paródia é o primeiro médico cigano formado em Portugal. Saiba tudo sobre ele (e veja as fotos)

Israel Paródia começa 2026 com um marco histórico: é o primeiro médico cigano formado em Portugal a exercer a profissão nas urgências do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Saiba tudo

A estreia de um jovem médico nas urgências de um dos maiores hospitais do País está a dar que falar nas redes sociais, não só pela exigência do momento, mas pela forma serena e consciente como foi vivida. A história de Israel Paródia cruza vocação, representação e um sentido de missão que começa muito antes do primeiro dia de bata vestida e em representação da comunidade cigana.

Natural de Porto de Mós, o jovem de 24 anos estreou-se em grande no último domingo, 4 de janeiro, num exigente turno de 12 horas nas urgências do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Uma experiência intensa, mas recebida com um sorriso e um sentido de missão que já marca a sua curta, mas inspiradora trajetória.

Israel Paródia admite que o começo não foi fácil. “Apesar do caos das urgências, que podem ser asfixiantes mesmo para os mais experientes, decidi fazer uma pausa para beber café e registar o momento com um sorriso no rosto“, partilhou nas redes sociais.

A paixão pela medicina começou muito cedo. Afinal, conta que, aos quatro anos, quando perguntou ao pai qual era “a profissão mais nobre do mundo”, a resposta foi “médico” – e essa semente acabou por definir o seu caminho profissional, sendo hoje o primeiro médico cigano formado em Portugal, diz o “Notícias de Coimbra“.

Israel Paródia estudou Medicina na NOVA Medical School, em Lisboa, e desempenha funções como assistente pré-graduado de anatomia e neurociências. Além disso, tem sido uma voz ativa na promoção da educação inclusiva e da literacia em saúde.

Apesar das dificuldades da profissão, Israel Paródia deixou claro que sente orgulho em representar um marco para a sua comunidade, mesmo nos tempos difíceis. “Sinto o peso de ser um exemplo. Apesar de assistir na linha da frente à vulnerabilidade e sofrimento humanos, sinto-me grato e um privilegiado por me ter sido entregue esta grande responsabilidade de poder ser luz naquele que é, muitas vezes, o momento mais sombrio da vida dos doentes e familiares”, explica nas redes sociais.

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