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Já há mais condutores Uber do que taxistas em Lisboa e no Porto

Em todo o País continua a haver mais taxistas do que condutores TVDE, mas há um problema de desproporcionalidade nas maiores cidades. Números têm efeitos negativos para todos os condutores.

Já há mais motoristas de Transportes de Passageiros em Viaturas Ligeiras Descaracterizados (TVDE) do que taxistas em Lisboa e no Porto, mostram os números do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) avançados à rádio TSF. Apesar de continuarem a existir mais taxistas em todo o País (25.677), os dados disponibilizados mostram que a distribuição é extremamente desproporcional nas grandes cidades.

Tanto assim é que dos 23.167 motoristas TVDE a trabalhar em todo o país, mais de metade estão concentrados no distrito de Lisboa, com um número superior ao de taxistas: há 12.436 motoristas TVDE, mais 32% que os 9,427 taxistas. No Porto, a tendência é parecida: de acordo com dados de janeiro, na cidade do norte há 3.927 motoristas TVDE e 3.322 motoristas de táxi.

Entre as plataformas TVDE, além da Uber, estão a Bolt, Cabify, Kapten, Its My Ride, Vemja, Biguride e Bora.

Tanto o Sindicato dos Motoristas TVDE como a Federação Portuguesa do Táxi apontam problemas a estes números.

“Não é bom para ninguém, sobretudo para os motoristas, pois haverá mais carros que clientes”, disse à TSF António Fernandes, dirigente sindical do sindicato TVDE. “Sem dúvida que já há carros e motoristas TVDE a mais e estamos a trabalhar quase em cima do cliente. Com a quantidade de carros disponíveis, as viagens reduzem-se, já havendo demasiadas viaturas para tão poucos clientes, sendo preciso regular o mercado que na prática não está a funcionar”.

Já Carlos Ramos, presidente da Federação Portuguesa do Táxi, comenta os números à mesma rádio, avançando que há um crescimento descontrolado dos TVDE, acusando a lei que legalizou estes motoristas de ter criado “um monstro”.

É nos rendimentos ao final do mês que se sentem as repercussões dos números. E o turismo é o que vai equilibrando as coisas. Mas não é em todas as estações. “Aquilo que tem equilibrado é o muito turismo, mas já está a sentir-se desde novembro com quebras no setor na ordem dos 40%. Estamos a trabalhar como a formiga, aquilo que foi poupado nos meses de verão para aguentar durante este tempo.”

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