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Júlio Magalhães deixa noticiários da TVI. Jornalista é suspeito de estar envolvido em desvio milionário

Em causa está um alegado desvio de 40 milhões de euros no Plano de Recuperação e Resiliência, um plano de investimentos para todos os portugueses. TVI comunicou o afastamento do jornalista, que foi voluntário.

A TVI acaba de anunciar que Júlio Magalhães vai deixar de apresentar os noticiários. O jornalista, que é uma das pessoas envolvidas na Operação Maestro, na qual está em causa um alegado desvio de 40 milhões de euros no Plano de Recuperação e Resiliência, um plano de investimentos para todos os portugueses, suspendeu a sua atividade de forma voluntária.

“Na sequência dos acontecimentos que envolveram várias ações de buscas, entre as quais à sua residência, Júlio Magalhães comunicou à empresa a sua indisponibilidade para se apresentar ao trabalho e suspendeu voluntariamente as tarefas de apresentação de noticiários que lhe estavam atribuídas“, avança a estação de Queluz de Baixo em comunicado.

O jornalista deverá ficar afastado até a situação estar resolvida. “É entendimento mútuo que essa situação se deverá manter até esclarecimento complementar dos factos aludidos na Operação Maestro”, confirma a TVI, acrescentando que a estação “pautará a sua conduta pelo respeito que lhe merece o jornalista, em obediência, também, ao princípio da presunção de inocência a que todos os cidadãos têm direito”.

A Polícia Judiciária está a realizar esta terça-feira, 19 de março, 78 buscas em todo o País, tendo como mote as suspeitas de crimes de fraude na obtenção de subsídio, fraude fiscal qualificada, branqueamento e abuso de poder e lesão dos interesses financeiros da União Europeia e do Estado português. Estas buscas, 31 domiciliárias e 47 não domiciliárias, visam recolher documentação sobre a suspeita atribuição de apoios europeus a empresas e associações criadas desde 2015, segundo o jornal “Expresso”.

Além de Júlio Magalhães, o empresário e comentador televisivo Manuel Serrão, presidente da Associação Selectiva Moda, que aprova os projetos de empresas financiados pela União Europeia, e António Sousa Cardoso, que liderou a Associação de Jovens Empresários, também são suspeitos.

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