A notícia foi avançada pela família no Instagram da jovem, que deixou uma emocionante mensagem a todos aqueles que fizeram parte desta viagem. Ângela morreu na manhã do dia de Natal.
Ângela Pereira, jovem de 23 anos que se tornou conhecida pelos portugueses depois de deixar um apelo comovente nas redes sociais devido à sua rara doença, morreu durante a manhã de quinta-feira, 25 de dezembro, no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto. A notícia foi avançada pela família no Instagram da jovem, que deixou uma emocionante mensagem ao explicar que Ângela, antes de partir, pediu para agradecer a todos aqueles que a ajudaram na sua luta contra uma doença oncológica associada a uma grave condição pulmonar.
“Esta mensagem está a ser partilhada pela família e por alguém muito próximo de mim. Com profunda tristeza, comunicamos que a Ângela partiu. Antes de partir, pediu que fosse deixada aqui uma palavra de agradecimento a todas as pessoas que, de alguma forma, a ajudaram, apoiaram, rezaram, enviaram mensagens ou simplesmente estiveram presentes ao longo desta caminhada tão difícil”, começaram por escrever. “Cada gesto, cada palavra e cada demonstração de carinho foram sentidos. Nunca esteve sozinha”, disseram.
“Sentiu-se amada, acompanhada e amparada até ao fim. A todos os que fizeram parte desta rede de amor e força, o nosso mais sincero obrigada. Esse amor ficará para sempre guardado“, lê-se no final da mensagem, numa fotografia onde Ângela aparece a olhar para o teto cheio de luzes do quarto no hospital, com um sorriso na cara. Nos comentários, foram vários os internautas que reagiram à notícia, com nomes como Kiko is Hot, Telma Monteiro, Mariana Monteiro e Áurea a deixar os pêsames à família.
Ângela Pereira tornou-se conhecida pelo povo português no início de dezembro, quando recorreu às redes sociais para falar sobre a sua doença rara. Na altura, não pediu ajuda monetária, mas sim a partilha da sua condição para que chegasse a mais médicos e especialistas, de maneira a conseguir fazer algo mais pela sua saúde. A jovem de 23 anos tinha explicado que, após realizar um transplante de medula, acabou por ser detectado um fungo no seu corpo bastante difícil de tratar, e que esta condição a estava a matar.
“Aqui já não fazem mais nada por mim, desistiram de mim, retiraram-me a medicação, deixaram de me fazer exames, para eles estou morta. Estou sem forças, ouvi hoje de um dos médicos que ‘é dar tempo ao tempo até que tudo se encerre’. Mas para mim existe uma grande vontade de viver, e uma esperança de que tudo vai ficar bem. Não vos peço dinheiro, apenas vos peço a vossa ajuda, as vossas partilhas, uma segunda opinião e uma transferência para um hospital que me queira tentar tratar”, escreveu.
Na altura, segundo o jornal “Diário de Notícias“, o IPO esclareceu que Ângela Pereira se encontrava “num contexto clínico de altíssimo risco”, depois de os dois transplantes de medula e as seis linhas de tratamento se terem revelado ineficazes. O seu caso acabou por comover todo o País, e, depois de várias partilhas, o caso chegou mesmo a uma unidade especializada no tratamento da doença que Ângela Pereira tinha em Manchester, no Reino Unido. No entanto, os avanços não foram muitos, e a jovem de 23 anos, natural de Viana, acabou por morrer no dia de Natal.