As autoridades não encontraram sinais de conflito entre a família e o menor, que é suspeito da prática do crime de homicídio qualificado.
Depois de ser dado como principal suspeito do caso, a Polícia Judiciária não encontrou sinais de conflito no seio da família da vereadora da Câmara de Vagos, Susana Gravato, que possam explicar o homicídio da autarca, que terá sido cometido pelo seu filho mais novo, de 14 anos. Aquilo que as autoridades consideram mais provável é ter-se tratado de um problema mental do menor, diz o “Público“.
O menor foi a tribunal esta quarta-feira, 22 de outubro, por suspeitas da prática do crime de homicídio qualificado. Entretanto, o Tribunal de Família e Menores de Aveiro decretou que este ficasse em internamento em regime fechado, segundo a CNN Portugal. A medida, que é de natureza preventiva, terá a duração inicial de três meses. Depois disso, será reavaliada, podendo ser alterada.
A vítima foi atingida nas costas por um disparo de arma de fogo, entretanto recuperada e que se reconhece pertencer ao pai do menor, tendo estado guardada na casa da família, onde tudo aconteceu. Susana Gravato foi encontrada pelo marido, que foi quem alertou o 112. A mulher estava tapada com uma manta da cabeça aos pés.
Por ter menos de 16 anos, o jovem não é criminalmente imputável. Isto significa que será sujeito à justiça de menores, nos trâmites de um processo tutelar educativo, que vai culminar numa medida de internamento num centro educativo por um máximo de três anos, no pior dos casos.
