Produtos de higiene menstrual vão mesmo ter IVA reduzido. Portugal segue passos de Espanha

Portugal já aprovou também um estudo sobre impacto da menstruação no trabalho. Alterações no Orçamento do Estado começam a ser discutidas esta segunda-feira, 23 de maio.

O IVA sobre os produtos de higiene menstrual vai baixar de 23% para 6%. A taxa mínima do imposto foi aprovada pelo Partido Socialista (PS), que detém a maioria absoluta no parlamento, conforme avança o jornal “Público“, e é mais um passo na saúde menstrual, dado que desde 2016 o IVA de 6% já é aplicado aos copos menstruais.

A proposta para baixar o imposto dos produtos de higiene menstrual foi apresentada pelo deputado único do Livre, Rui Tavares, no Orçamento do Estado (OE) para 2022 e é apenas uma de outras já aceites pelo governo. Sabe-se que foi aprovado um estudo sobre impacto da menstruação no trabalho e, no âmbito dos direitos humanos, vai avançar a criação de cursos de formação, nomeadamente para as questões LGBTQI+, para agentes das forças de segurança e para quem presta funções no acolhimento de refugiados.

Outra proposta do Livre também já aprovada diz respeito ao aumento das juntas médicas para pessoas com deficiência de modo a que sejam eliminadas as listas de espera.

Igualmente asseguradas estão outras ideias do PAN: aumentar a capacidade de resposta no apoio às vítimas de tráfico de seres humanos; fornecer apoio técnico e financeiro no combate às práticas tradicionais nefastas; e investir em agricultura biológica e a gestão sustentável de habitats agrícolas, avança o mesmo jornal.

O Orçamento do Estado (OE) para 2022 vai começar a ser discutido na especialidade esta segunda-feira, 23 de maio, debate que vai continuar até sexta-feira, 27, dia para o qual está marcada a votação final global.

A higiene menstrual já está a marcar as alterações feitas no OE2022 que vai vigorar apenas alguns meses em 2022, situação semelhante às alterações que estão a ser feitas em Espanha.

O Conselho de Ministros espanhol aprovou a 17 de maio um projeto de lei para a criação de uma licença menstrual que reconhece a menstruação das mulheres como parte do direito fundamental à saúde. A ideia é que durante o período de menstruação, que pode ser incapacitante para algumas pessoas, estas possam colocar baixa, sem sair prejudicadas. Isto porque as licenças serão pagas na totalidade pela segurança social espanhola e não terão limite de dias, explica o “El Pais”.

 

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