Supermercados impedidos de vender livros e roupa. Saiba porquê

O despacho deverá ser publicado até ao final de sexta-feira, 15 de janeiro, com o objetivo de dar tempo aos supermercados de retirarem estes e outros produtos não essenciais das suas prateleiras.

Será já a partir da próxima semana que supermercados e hipermercados serão impossibilitados de vender artigos não alimentares, como roupa, livros, objetos de decoração para a casa e outros produtos considerados não essenciais. A medida foi anunciada esta quinta-feira, 14 de janeiro, por Pedro Siza Vieira, ministro da Economia.

O despacho deverá ser divulgado ao longo desta sexta-feira, 15, para que as grandes superfícies comerciais tenham tempo de retirar estes produtos das suas prateleiras.

Em causa está o facto de, ao permitir a venda de bens não alimentares (como produtos de beleza, livros ou artigos de desporto), se verificar um desvio de compras, o que levanta questões concorrenciais numa altura em que as lojas especializadas em cada segmento serão obrigadas a fechar durante o confinamento.

A medida, que agora deixa os hipermercados em pé de igualdade com as lojas obrigadas a fechar, já tinha sido pedida por algumas associações que se queixavam de concorrência desleal — queixa essa que estava a ser acompanhada para Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP).

A limitação do tipo de produtos que podem ser vendidos nestas grandes superfícies comerciais já está em vigor em países como França e Inglaterra. Isto implica que, a partir da próxima semana, super e hipermercados estão limitados apenas à venda de bens essenciais, como alimentos e produtos de limpeza e higiene.

Fale connosco

Se encontrou algum erro ou incorreção no artigo, alerte-nos. Muito obrigado.
Scroll to Top