Aragorn de “O Senhor dos Anéis” é um homem negro em novo jogo de cartas — e os fãs estão revoltados com a mudança

Depois da polémica com Ariel no novo filme de “A Pequena Sereia”, é a vez da Terra Média. Os fãs da saga de “O Senhor dos Anéis” ficaram descontentes com a mudança da personagem . Mas há quem diga que a “natureza das adaptações é adaptar”.

Os fãs de “O Senhor dos Anéis” estão revoltados com a decisão de transformar a personagem Aragorn num homem negro no novo jogo de cartas colecionáveis que farão parte do universo Magic: The Gathering.

O anúncio sobre esta mudança foi transmitido através da rede social Twitter, com a partilha de uma fotografia do trabalho artístico da nova personagem. Os admiradores deste universo mostraram-se contra esta decisão, tendo evidenciado que Aragorn é de descendência numernorean, o que significa que faz parte de um grupo com claros traços caucasianos.

De acordo com os livros de J.R.R. Tolkien, esta personagem é caracterizada como tendo “uma cabeça desgrenhada de cabelo escuro, com algumas luzes de cinzento, e um rosto pálido e severo, com um par de olhos cinzentos e penetrantes”. Também nos filmes da saga, o ator que dá vida a este homem mítico, Viggo Mortensen, é branco.

“Isto não passa de uma caça às raças. Um golpe publicitário de pior gosto”, escreveu um utilizador do Twitter, em forma de comentário à publicação feita. “Esta mudança constante está a ficar velha e só serve para uma coisa. Não se vêm personagem asiáticas a serem transformadas em hispânicas. É sempre de branco para preto”, referiu um outro comentário.

Aragorn
A nova imagem de Aragorn

O jornalista britânico Ben Sledge, num artigo publicado no site de notícias de jogos TheGamer, defendeu a decisão de tornar a personagem de Aragorn num homem negro. “A crítica mais comum é que Aragorn é descendente dos numenoreans e todos eles eram brancos. Eu não acredito nisso. Mesmo que ignoremos o facto de os numenoreans serem inventados e a Terra Média ser imaginativa, há muitas pessoas de cor nas obras de Tolkien”, escreveu o jornalista.

“Há muito espaço para numenoreans negros ou mestiços, se estivermos dispostos a pensar nisso. A natureza das adaptações é adaptar, e isso está mesmo no nome, por isso, há espaço para pessoas de cor nas adaptações modernas de histórias antigas”, acrescentou Ben Sledge.

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