Carta da mãe que deixou bebé de 20 dias à porta de Igreja torna-se viral: “A minha mãe ama-me muito a ponto de me entregar”

A mãe pede na carta que não a julguem, justificando o abandono com dificuldades financeiras. O bebé foi encontrado vestido e bem tratado e o seu futuro está nas mãos do tribunal.

Esta terça-feira à noite, 15 de setembro, uma mulher deixou um bebé de 20 dias dentro de uma alcofa à porta de uma Igreja Evangélica no Cacém, em Sintra, fazendo-o acompanhar de uma carta na qual explicava o motivo do abandono. A situação foi avançada pelo “Jornal de Notícias“, que relata como tudo aconteceu.

Passava já das 22h30 quando um homem, Rodrigo, viu uma mulher a movimentar-se de forma “comprometida” junto ao Centro Social Baptista do Cacém, carregando “algo nos braços”. O choro do bebé chamou à atenção dos membros do centro social, que acabaram então por acolher o bebé e dar o alerta às autoridades.

A polícia e os bombeiros dirigiram-se ao local e o bebé recém-nascido foi transportado de imediato para os serviços de pediatria do Hospital Amadora Sintra e depois entregue aos cuidados da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens.

A criança estava “vestida e acondicionada”, aparentemente bem tratada, conforme relata o comandante da Corporação, Francisco Rosado, de acordo com o mesmo jornal.

Quanto à carta que estava junto do bebé nascido a 26 de agosto, foi entretanto exposta nas redes sociais pela jornalista Ana Filipa Nunes e nesta pode ler-se a razão para o sucedido. A carta, alegadamente escrita pela mãe, usa um discurso como se fosse o próprio bebé a falar. “A minha mãe ama-me muito a ponto de me entregar para outra família com melhores condições me adotar”, diz a mãe.

A jornalista acrescenta ainda que além da carta, o bebé foi entregue com vários essenciais: fraldas, leite e iogurtes.

A mãe da bebé pede que não a julguem e diz pela filha: “só quero um lar”. A mulher escolheu para isso a fundação da Igreja Evangélica Baptista do Cacém, que até ao momento não prestou declarações.

Quanto ao futuro do bebé, está agora do lado do Tribunal de Família e Menores de Sintra a decisão de apurar se existem familiares com condições suficientes para ficarem com o recém-nascido ou se terá de ficar a cargo de uma instituição ou até de uma família de acolhimento, avança o jornal “Sol“.

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