O psicólogo e comentador, afastado do “Big Brother” após comentários homofóbicos, questiona a decisão da TVI e passa a integrar o programa “Rua Segura”, na CMTV.
Quintino Aires é a nova aposta da CMTV. Depois de ter sido afastado pela TVI do “Big Brother” na quinta-feira, 15 de setembro, na sequência de comentários homofóbicos no “BB Extra”, o psicólogo e comentador vai fazer parte do formato “Rua Segura”, um programa do canal do grupo Cofina, escreve o “Correio da Manhã”.
“Quintino Aires é um rosto generalista, livre e desassombrado com vasta experiência em televisão”, disse Pedro Mourato, diretor-executivo da CMTV, segundo o mesmo jornal.
No “BB Extra”, na passada terça-feira, 14 de setembro, Quintino Aires referiu-se ao concorrente Bruno D’Almeida, que levou à Assembleia da República o debate sobre a discriminação dos homossexuais na doação de sangue, como uma “bicha desocupada”.
Alegando, ainda, que a norma da Direção-Geral da Saúde (DGS) que, até então, impedia homossexuais de doarem sangue, apenas existia “porque os homossexuais eram muito mais promíscuos”. Quintino Aires referiu-se ainda à Marcha de Orgulho LGBT+ como “marcha da vergonha”.
TVI afasta Quintino Aires, mas psicólogo questiona as motivações do canal
“Perante o discurso proferido ontem [na noite de terça-feira, 14 de setembro], no ‘BB Extra’ pelo comentador Quintino Aires, a TVI afirma que não se revê neste tipo de comentários”, avançou a estação televisiva de Queluz de Baixo, que, posteriormente, confirmou à MAGG o afastamento do psicólogo da posição de comentador da nova edição do reality show “Big Brother”.
Depois de ter sido afastado, Quintino Aires recorreu à sua página de Facebook para comentar a decisão da TVI, alegando que a reação do canal não teve que ver com as declarações homofóbicas, mas com as críticas proferidas pelo psicólogo ao ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.
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“Relativamente ao meu afastamento da TVI, estação à qual contribuí à sua construção durante 24 anos, ainda no tempo em que era apenas um barracão antigo armazém industrial, é evidente que nada teve que ver com esta terça-feira. Quando na primavera do ano passado eu saí, tomei a decisão porque não me deixavam ir a antena”, escreveu.
“Tenho para mim, mas apenas uma suposição, que as minhas duras críticas ao senhor ministro Eduardo Cabrita, num momento em que o governo dá três milhões à TVI, possam estar relacionadas. Mas isso sou apenas eu a pensar”, acrescentou.
Na mesma publicação, Quintino Aires refere-se à comunidade gay como um “guetto”, no qual nunca teve necessidade de se incluir. O novo rosto da CMTV reforçou ainda que o facto de ser homossexual não significa que se “identifique com as atitudes de outros homossexuais”.