Mais chuva e tempestades. Depressão Leonardo está a chegar e não vai dar tréguas. Saiba quais são as recomendações

A depressão Leonardo vai, ao que tudo indica, ser mais forte na chuva e mais leve no vento do que a depressão Kristin, uma vez que é possível que, em apenas num dia, chova o equivalente a três. Saiba tudo.

Ingrid, Joseph, Kristin e, agora, Leonardo. Portugal está prestes a atravessar mais uma tempestade e os efeitos começam a sentir-se já durante a manhã desta terça-feira, 3 de fevereiro, em algumas zonas do País, com especial incidência de chuva e ventos fortes durante a noite de quarta-feira para quinta-feira.

Ao que tudo indica, a nova depressão pode mesmo vir a provocar chuva intensa e muito prolongada, sendo que, segundo o jornal “Expresso“, as projeções apontam para que a chuva que vai cair na quinta-feira seja equivalente ao que normalmente chove em três dias de inverno.

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O sistema frontal associado à depressão Leonardo passará “inicialmente com aproximação ao baixo Alentejo e Algarve” a partir do final da tarde desta terça-feira, 3, “com precipitação persistente e por vezes forte e rajadas de vento que podem atingir 75 quilómetros/hora”, segundo o IPMA.

Com o decorrer dos dias, a depressão irá estender-se a outras regiões do País, sendo que se prevê que “o período com valores acumulados de precipitação mais elevados e vento mais intenso” seja precisamente na noite de 4 para 5 de fevereiro. 

Com estes dados, a Rádio Renascença avança que a depressão Leonardo vai, ao que tudo indica, ser mais forte na chuva e mais leve no vento do que a depressão Kristin, que matou seis pessoas e fez grandes estragos na zona centro. Ou seja, o vento será menos forte que o já registado, mas a nova tempestade – a quarta seguida em Portugal e a sexta desde que o ano começou – poderá produzir chuva mais intensa e mais persistente, podendo mesmo chegar “em quantidades excecionais”.

Desta forma, devido a esta previsão do estado do tempo, o IPMA emitiu vários avisos amarelos e laranjas, com especial destaque na agitação marítima em toda a costa e na neve nos distritos mais a norte durante esta terça-feira. Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Porto, Viseu, Guarda e Castelo Branco estão sob aviso laranja até às 21 horas, enquanto que Bragança, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa Setúbal, Beja e Faro estão sob aviso amarelo, muitos deles até à madrugada de quarta-feira, 4.

Neste dia, todos os distritos do centro e do sul do País estão sob aviso amarelo devido ao vento e à chuva, com o litoral sob aviso laranja. Nos Açores, as Ilhas de Corvo e Flores vão estar sob aviso vermelho durante toda a tarde devido à agitação marítima, algo que acalma depois na quinta-feira, 5, com os arquipélagos sob aviso laranja e amarelo. No entanto, Portugal continental passa a estar todo em alerta, com todos os 18 distritos sob aviso amarelo até à parte da tarde devido à chuva e ao vento e toda a costa litoral sob aviso laranja.

E quando é que as tempestades vão parar? Não é certo, mas a verdade é que esta sucessão de chuva, vento, agitação marítima e neve pode mesmo manter-se até meados de fevereiro. De acordo com o “Expresso”, Portugal encontra-se num “comboio de tempestades” que se explica pela “posição anómala do anticiclone dos Açores a Sul e por uma corrente de jato”, o que faz com que a habitual barreira de estabilidade não se encontre no seu lugar. A corrente está, assim, a “empurrar tempestades” para a latitude de Portugal, que só deverá enfraquecer daqui a uns dias.

O que recomenda a Proteção Civil?

Entre as principais recomendações da Proteção Civil para este tipo de ocorrências está a garantia de desobstrução de sistemas de escoamento de águas pluviais, a retirada de objetos que possam ser arrastados, a fixação adequada de estruturas soltas, a especial atenção à circulação e estacionamento em zonas arborizadas devido ao risco de queda de ramos e árvores, e ainda a atenção na circulação junto da orla costeira, sendo que não é aconselhável praticar atividades relacionadas com o mar.

A Proteção Civil recomenda ainda a adoção de uma condução defensiva, a verificação dos pneus e pressões, assegurar o abastecimento de combustível, evitar a circulação em vias afetadas e ainda apelam ao fecho e reforço de estores e janelas, em especial os que estão virados na direção do vento. Além disso, as autoridades apelam também à restrição de deslocações não essenciais e à atenção permanente às informações meteorológicas e às indicações oficiais, enquanto decorrem os trabalhos de reposição da normalidade.

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