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Morte da irmã de Yannick Djaló chega ao Presidente da República. Mas Marcelo não perdoa o assassino

Abel Fragoso atropelou mortalmente Açucena Patrícia, irmã mais nova do futebolista, de apenas 17 anos

Açucena Patrícia tinha 17 anos quando na noite e 15 de setembro de 2018 foi morta na Moita, distrito de Setúbal. A jovem estava a divertir-se nas Festas da Nossa Senhora da Boa Viagem quando um carro entrou por uma rua fechada ao trânsito e atropelou a multidão. ​A irmã mais nova de Yannick Djaló acabou por morrer e cinco outras pessoas ficaram feridas.

O homem foi posteriormente identificado e tratava-se de Abel Fragoso, de 21 anos, que tinha estado envolvido em desacatos minutos antes e fora agredido em frente a toda a gente. Enraivecido, entrou no carro, enfiou-se por uma rua cortada e atropelou quem lhe apareceu à frente. Acabaria condenado a 16 anos de cadeia. Só que não se conformou e andou de recurso em recurso até chegar, agora, a Marcelo Rebelo de Sousa. A defesa do jovem apelou a um indulto presidencial, mas o Presidente da República negou o pedido, noticia o “Correio da Manhã“.

A condenação de Abel Fragoso aconteceu apenas em 2020, mas, depois disso, os advogados do jovem tentaram vários recursos. No julgamento, Abel argumentou que o atropelamento havia sido acidental, e não propositado, já que, disse, perdeu o controlo do carro “por causa da areia na estrada”. O coletivo de juízes não aceitou o argumento e, de acordo com a sentença, Abel terá ido contra a multidão “por ter o orgulho ferido por ter sido agredido ao pé de tanta gente”, cita o “CM”. “O senhor podia ter seguido outros trajetos, ao contrário do que foi referido, mas decidiu seguir pela rua onde o trânsito estava vedado. O senhor sabia a quantidade de pessoas que estava na Travessa do Açougue”.

O tribunal referiu ainda em sentença que Abel “tirou a vida a uma miúda de 17 anos que se estava a divertir com as amigas e essas consequências são graves”. O homem acabou condenado a 16 anos de prisão. Os recursos para a Relação e para o Supremo deram em nada. Tal como o pedido de indulto presidencial, o que já foi comunicado a Abel Fragoso.

O que se passou naquela noite?

A 15 de setembro de 2018, durante as Festas da Nossa Senhora da Boa Viagem na Moita, Açucena Patrícia Tchuda, de 17 anos, irmã do futebolista Yannick Djaló, perdeu a vida num trágico atropelamento. A jovem atleta, que se destacava no atletismo, foi colhida por um veículo conduzido por Abel Fragoso, então com 21 anos, que invadiu uma rua fechada ao trânsito, atingindo um grupo de seis pessoas.

O acidente ocorreu numa área destinada aos festejos, onde a circulação automóvel estava interditada. Testemunhas relataram que o condutor apresentava sinais de condução perigosa e desrespeito pelas normas de segurança. Açucena, carinhosamente chamada de “Açu” pelos amigos e familiares, era uma promessa do atletismo nacional, representando o Clube Desportivo e Recreativo Ribeirinho.

Em novembro de 2019, Abel Fragoso foi condenado a 16 anos de prisão pelo Tribunal de Setúbal, após ser considerado culpado pelo atropelamento mortal. A sentença teve em conta a gravidade dos factos e o desrespeito pelas regras de trânsito que culminaram na morte da jovem atleta.

A família de Açucena avançou com um pedido de indemnização no valor de 250 mil euros, buscando justiça pela perda irreparável da jovem. A seguradora de Abel Fragoso acabou por ter de pagar um valor a rondar os 82 mil euros.

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