Mercearia do Pigmeu pode ser expulsa do Mercado da Ribeira. Perceba porquê

Já está a circular uma petição que tem como objetivo impedir esse desfecho. O dono do Pigmeu da Ribeira diz estar a ser alvo de 300 contraordenações “fantasma”.

O Pigmeu da Ribeira, a mercearia com produtos portugueses biológicos no Mercado da Ribeira, está em risco de expulsão. O caso está a correr as redes sociais e até já circula uma petição no sentido de tentar impedir este desfecho.

Ao que tudo indica, o Pigmeu da Ribeira foi alvo de 300 contraordenações “fantasma”. “O espaço tem alguns lugares sentados onde é possível consumir os produtos da mercearia, e apesar de ter licença para o fazer, este terá sido o grande argumento para a apresentação da caducidade da mesma licença, no passado mês de agosto”, começam por explicar, em comunicado.

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“Na base estarão 300 autos de notícia não instruídos segundo a notificação, ou seja, sem que o arrendatário tivesse conhecimento dos mesmos”, continuam, mencionando que há cinco postos de trabalho em risco.

O que começo por ser um restaurante em Campo de Ourique (ainda em funcionamento) evoluiu para uma mercearia em 2021, depois da pandemia da Covid-19. Desde então, tem-se dedicado a comercializar vinhos, queijos e enchidos portugueses, apoiando e divulgando o trabalho de pequenos produtores biológicos.

As contraordenações, conforme afirmam no mesmo comunicado, têm “concordância e autorização de Diogo Moura, vereador da Economia do executivo de Carlos Moedas”. Agora, o Pigmeu da Ribeira assume uma posição “contra os gigantes da gentrificação”.

“O Pigmeu da Ribeira é um dos únicos espaços com público local (lisboetas) no Mercado da Ribeira, em movimento contrário ao atual turismo de massas e evidente gentrificação que tomou conta deste local emblemático de Lisboa”, notam, sobre a loja criada por Miguel Azevedo Peres.

Pode ver aqui a petição contra a expulsão.

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