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Português encontrado morto terá sido autor de tiroteio em universidade e do homicídio do físico Nuno Loureiro

Ao que tudo indica, as autoridades “acreditam a 100%” que os dois casos estão ligados, mas as provas não foram divulgadas, e o suspeito já foi encontrado morto. Entenda a situação.

O ataque na Universidade de Brown, nos EUA, que matou dois estudantes no passado sábado, 13 de dezembro, poderá estar ligado ao assassínio do físico português do MIT Nuno Loureiro, que aconteceu na segunda-feira, 15. O principal suspeito é Cláudio Neves Valente, um homem português de 48 anos. Ao que tudo indica, as autoridades “acreditam a 100%” que os dois casos estão ligados, mas as provas não foram divulgadas, e o suspeito já foi encontrado morto.

No sábado, 13, a Universidade de Brown, em Rhode Island, foi alvo de um tiroteio que matou duas pessoas e fez vários feridos, sendo que, segundo o jornal “Observador“, oito ficaram mesmo em estado crítico. Ao todo, foram 44 os disparos feitos dentro da sala onde decorria um exame no edifício do Departamento de Engenharia e Física, e a polícia ainda andou à procura do suspeito, divulgando várias imagens de um homem todo vestido de preto, mas a sua identidade ainda era desconhecida.

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Dias mais tarde, durante a manhã de terça-feira, 16 de dezembro, o físico português e diretor do Centro de Ciência do Plasma e Fusão do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Nuno Loureiro, foi encontrado quase morto à porta de casa, como referiu o “Público“. O homicídio teria acontecido na noite anterior, a 15, sendo que o físico de 47 anos foi baleado várias vezes. Ainda tentou resistir, tendo sido levado para o hospital assim que os vizinhos se aperceberam da situação, mas morreu na terça-feira, deixando para trás a mulher e os dois filhos.

Durante a manhã desta sexta-feira, 19 de dezembro, foi avançado pelas autoridades norte-americanas que o suspeito do ataque na Universidade de Brown era Cláudio Neves Valente, que também é suspeito do assassínio de Nuno Loureiro, segundo a CNN Portugal. O corpo de Cláudio Neves Valente foi encontrado sem vida perto de um armazém em Salem, New Hampshire, e, ao que tudo indica, poderá ter tirado a própria vida.

Apesar de as autoridades não revelarem mais detalhes, Oscar Perez, chefe de polícia, explicou que foram encontradas duas armas de fogo, uma mochila e provas compatíveis com os dois locais dos crimes perto do corpo do suspeito, além de terem tido a ajuda fundamental de uma testemunha. “Uma pessoa que se apresentou à polícia com informações rebentou este caso por completo. Essa pessoa levou-nos ao carro, que nos levou ao nome, que nos levou às fotografias do indivíduo a alugar o carro”, disse o procurador Peter Neronha, citado pela CNN Portugal.

Isto porque Cláudio Neves Valente terá trocado a matrícula do carro que usou para o primeiro crime, fazendo com que fosse mais difícil ser encontrado pela polícia. Depois de trocar a placa, dirigiu-se então até à residência de Nuno Loureiro, matando-o e fugindo novamente para o armazém em New Hampshire. Lá, a testemunha viu o carro, achou suspeito e ligou para a polícia. Quando as autoridades chegaram, encontraram então Cláudio Neves Valente já morto, mas com várias provas ao seu lado.

A causa do tiroteio na Universidade de Brown não é conhecida, apesar de se saber que o suspeito frequentou a escola entre 2000 e 2001, precisamente num programa de mestrado com doutoramento em Física. Já o homicídio de Nuno Loureiro pode ser mais fácil de explicar, apesar de não existirem provas concretas nem divulgadas — ao que tudo indica, os dois andaram no mesmo curso universitário no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, entre 1995 e 2000, mesmo antes de Cláudio Neves Valente rumar até aos EUA.

O suspeito chegou ao país através do sistema Vistos de Diversidade, onde todos os anos os EUA disponibilizam até 50 mil vistos a pessoas de países pouco representados nos estados norte-americanos. Cláudio Neves Valente acabou por conseguir ganhar um, e a sua última morada conhecida era em Miami, na Flórida. No entanto, devido aos dois crimes que poderão ter sido realizados por alguém que beneficiou deste sistema, Donald Trump já avançou que vai suspender os Vistos de Diversidade, segundo a Rádio Renascença.

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