Foram registadas mais de 13 mil infrações relacionadas com o uso de cinto. 80 são de crianças

A campanha rodoviária “Cinto-me vivo” fiscalizou, no início de setembro, o uso de cinto de segurança e outros dispositivos em mais de 41 mil veículos. Foram registadas infrações que dizem respeito à incorreta ou não utilização de cadeirinhas para crianças.

Foram registadas 13.795 infrações durante a campanha de segurança rodoviária “Cinto-me vivo”, sendo que 80 dizem respeito à utilização incorreta ou não utilização de cadeirinhas para crianças. A iniciativa, levada a cabo pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária), Guarda Nacional Republicana (GNR) e Polícia de Segurança Pública (PSP), fiscalizou 41.150 veículos entre 8 e 14 de setembro.

O objetivo da campanha era alertar os condutores e ocupantes para a importância de usar sempre cintos e dispositivos de segurança, de acordo com informações da Agência Lusa, citada pelo “Observador”. Das infrações registadas, para além daquelas relacionadas com as cadeiras de crianças, 1.180 foram relativas ao cinto e 31 por falta ou uso inadequado do capacete.

Em relação ao transporte das crianças mais pequenas, em 2010, a Direcção Geral da Saúde (DGS) atualizou as suas diretrizes e introduziu a recomendação de que as crianças devem viajar de costas até aos 4 anos, algo que a Academia Americana de Pediatra já defendia.

 “As crianças devem viajar voltadas de costas para o sentido do trânsito até aos 3 ou 4 anos. Esta é a posição mais segura para as transportar no automóvel, devido à fragilidade do pescoço e ao peso da cabeça“, lê-se no documento da DGS. “Caso seja mesmo necessário, só a partir dos 18 meses será admissível que a criança viaje virada para a frente.”

“As cadeirinhas voltadas para trás salvam a vida de nove em cada 10 crianças em caso de acidente. Na Suécia, onde o seu uso é generalizado, não há mortes de crianças nessa faixa etária em acidentes banais”, disse na altura Helena Sacadura Botte, da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), ao “Diário de Notícias“, na época da divulgação da atualização.

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