Assassino de Maria Amaral pode ficar preso 25 anos. José matou a agente imobiliária durante uma angariação

Foi durante uma angariação de um imóvel que Maria Custódia Amaral, agente imobiliária, foi assassinada. Saiba tudo.

José, de 35 anos, ficou em prisão preventiva após o Tribunal de Loures considerar existirem fortes indícios de que foi o autor do homicídio de Maria Custódia Amaral, agente imobiliária da Remax, de 54 anos, assassinada a 19 de janeiro, na Lourinhã.

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A vítima, filha da atriz Delfina Cruz, terá sido morta enquanto exercia funções profissionais. Segundo a investigação, Maria Amaral deslocou-se à localidade de Paço, por volta do meio-dia, para angariar um imóvel que o suspeito alegadamente pretendia colocar à venda. José tinha sido seu inquilino no passado e terá usado esse pretexto para a atrair ao local, onde o crime ocorreu pouco depois da sua chegada, revelou o “Correio da Manhã“.

As motivações do homicídio continuam por esclarecer. A Polícia Judiciária admite, no entanto, que um conflito antigo possa ter estado na origem do crime. Há indícios de que ambos terão mantido uma relação emocional no passado, entretanto terminada, e que divergências não resolvidas terão voltado.

Após o homicídio, o suspeito transportou o corpo no carro da própria vítima e enterrou-o numa zona de areia junto à Lagoa de Óbidos. O cadáver só foi localizado depois de José ter confessado e indicado o local às autoridades, já no decorrer da investigação.

A Polícia Judiciária encontrou vestígios de sangue de Maria Amaral na habitação do suspeito, em quantidade considerada incompatível com qualquer outra explicação que não a prática de um homicídio. Apesar de ter tentado limpar o espaço, os vestígios recolhidos foram determinantes.

Presente ao primeiro interrogatório judicial, José foi indiciado pelos crimes de homicídio e profanação de cadáver. O juiz de instrução criminal determinou a medida de coação mais gravosa, considerando o perigo de fuga e a gravidade dos factos. O arguido arrisca uma pena que pode chegar aos 25 anos de prisão.

Na residência do suspeito foram ainda apreendidos vários utensílios, nomeadamente pás, que poderão ter sido utilizadas para enterrar o corpo.

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