“Operação Varsity Blues”. O documentário sobre o escândalo no acesso à universidade dos EUA

De novo em casa, sugerimos-lhe uma série ou filme por dia para que nunca se sinta sem nada para ver. Este está na Netflix e mostra um esquema em que estrelas de Hollywood como Felicity Hufffman e Lori Loughlin se viram envolvidas.

O esquema, porque é disso que se trata, não podia ser mais simples: pais endinheirados pagavam aos responsáveis pelos processos de admissão de alunos com o objetivo de garantir que os filhos tinham direito a entrar nas escolas onde só os melhores conseguiam entrar. Para que os movimentos financeiros não fossem detetados nas auditorias, as quantias eram mascaradas e assumidas como donativos, para que estivessem isentos de impostos.

A rede foi montada em meados de 2011, mas a sua descoberta só aconteceu em 2019 com a acusação formal de 40 pessoas. Dessas 40, incluíam-se as atrizes Felicity Huffman (“Donas de Casa Desesperadas“) e Lori Loughlin (“Full House“), que terão pago 13 mil e 443 mil euros, respetivamente, para que as suas filhas conseguissem entrar na Universidade do Sul da Califórnia, nos EUA.

Também o ator William H. Macy, casado com Huffman, foi acusado formalmente pelo seu envolvimento no mesmo esquema.

Agora, e depois de conhecidos todos os detalhes da investigação, o caso deu um documentário da Netflix intitulado “Operação Varsity Blues: O Escândalo no Acesso à Universidade nos EUA”.

Com estreia marcada para esta quarta-feira, 17 de março, a produção mostra como o esquema foi montado e mascarada ao longo de vários anos e através de uma única pessoa — Rick Singer, que inicialmente trabalhou na área da consultoria.

Além de estrelas de Hollywood, também os treinadores das equipas das universidades estavam envolvidas, recebendo uma porção desse suborno para fazer dos filhos verdadeiros atletas.

“As principais vítimas desta história são os estudantes que se esforçam realmente para entrar na universidade de forma correta” e que foram desviados do processo de admissão para dar lugar a “estudantes muito menos qualificados e cujas famílias tão simplesmente compraram o seu caminho”, revelou, na altura, Andrew E. Lellin, procurador dos EUA.

Através deste esquema de suborno, estima-se que várias universidades americanas tenham recebido mais de 22 milhões de euros.

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