Harry Potter. Os gadgets que pode usar para se tornar num feiticeiro de Hogwarts

Desde mantos de invisibilidade a varinhas que reagem aos nossos gestos, há de tudo um pouco para deixar de ser um muggle.

No livro “Visões do Futuro”, lançado em 1985, Arthur C. Clarke escreveu que “toda a tecnologia avançada é indistinguível da magia.” Ora isto são boas notícias para todos os fãs de “Harry Potter” que ainda hoje, e já adultos, continuam à espera da carta de admissão de Hogwarts, a famosa escola de magia e feitiçaria, que teima em não chegar.

Os avanços tecnológicos dos últimos anos permitiram feitos que antes se consideravam impensáveis. Hoje, devido aos inúmeros gadgets que respondem a comandos de voz ou à deteção de movimento do utilizador, tornou-se possível abrir e fechar portas ou acender e desligar luzes de um qualquer local — tal como um verdadeiro feiticeiro faria.

Assim, e com base na afirmação do autor britânico, a MAGG foi à procura dos gadgets e serviços que tem de usar para deixar de ser um muggle e se tornar num verdadeiro feiticeiro.

Para um verdadeiro feiticeiro, uma varinha

Já sabemos que pode comprar uma varinha oficial do Harry Potter nas mais variadas lojas dedicadas à venda de merchandising. Mas e se houvesse a possibilidade de ter uma varinha real que permitisse ações reais? Elas existem e não precisa de ir à Ollivanders, a famosa loja de varinhas onde Harry encontrou a sua.

Kymera Wand é, no fundo, um comando disfarçado de varinha e funciona através de um sistema de infravermelhos. Recorrendo a gestos que podem ser programados pelo utilizador, este pequeno equipamento pode ser utilizado para controlar todos os aparelhos de casa. Desde televisões a leitores de DVD e Blu-Ray.

As funções da varinha podem ser alternadas através de um botão estrategicamente colocado à altura do polegar, e funcionam ainda com o movimento da mão consoante a ação pretendida. Sim, aumentar o volume da televisão funciona exatamente como está a pensar — girando o pulso num movimento ascendente. Está disponível na Amazon e custa 49€.

Há ainda a varinha da The Noble Collection que funciona exatamente da mesma forma, programando todos os gestos através de um movimento associado. No site oficial é ainda possível descarregar as instruções para o correto funcionamento do equipamento. Esta varinha custa 39,74€ e está disponível para encomenda no site da plataforma.

Mas se não lhe apetecer andar pela casa de varinha em riste, há outras opções tão ou mais viáveis. Exemplo disso é o anel da Logbar que, apesar de estar em regime de angariação de fundos através da plataforma KickStarter, já tem muitos apoiantes. O anel permite algumas funções básicas como a escrita de mensagens através do desenho das letras no ar, ou o acesso à biblioteca de música através do desenho de uma clave de sol.

Ao desenhar um envelope, por exemplo, o anel — que tem de estar sempre associado a um smartphone via Bluetooth — permite aceder ao email pessoal do utilizador no telemóvel. Está disponível na página de KickStarter através de 117,61€

“Wingardium Leviosa” — a magia da levitação

A levitação está ao nosso alcance e não é assim tão difícil como parece. São formas interessantes e engraçadas de replicar aquilo que via nos filmes da saga e não é obrigado a ir às aulas do professor Flitwick para aprender o encantamento.

Já há carregadores de telemóveis (61,94€), candeeiros (161,41€), colunas de som (145,19€), vasos (45,42€), câmaras (380,92€) e copos de cerveja (116,80€) capazes de estar suspensos no ar. Dissemos que era interessante, não que tinha alguma utilidade — a não ser a de impressionar os seus amigos ao revelar os seus dotes de feitiçaria quando estes o visitarem.

“Lumos” — o feitiço da iluminação

Quantas vezes deu por si a tropeçar a meio da noite no caminho sorrateiro da cama para o frigorífico? Demasiadas vezes, possivelmente, e tudo porque não dava com o interruptor da luz. No universo fantástico de “Harry Potter” bastava gritar “Lumos” de varinha na mão para que todo o espaço se iluminasse.

No mundo real é diferente, mas até isso está ao alcance de cada um. Basta que tenha um aparelho compatível que responda a comandos de voz, como um Google Home (atualmente esgotado), Amazon Echo (101,45€) ou Apple HomePod (283,07€). Depois, convém que tenha lâmpadas compatíveis e espertas o suficiente para funcionar com cada um destes assistentes, como as Philips Hue (um kit de duas lâmpadas custa 55,86€).

Na aplicação oficial da marca, é necessário que crie um perfil com o nome “Lumos” para que depois possa ativar via voz junto do assistente pessoal que tem em casa. Dizer “ligar Lumos” pode parecer embaraçoso, mas funciona.

Alohomora” — destrancar portas

Depois de lâmpadas avançadas, é a vez das fechaduras inteligentes. Está na altura de dizer adeus à chave de casa e passar a usar apenas a voz para ter acesso a todas as divisões de casa.

August é uma empresa especializada em soluções de segurança e automação para o lar e desenvolveu dois equipamentos (uma câmara e uma fechada) que, quando associados à rede de internet de casa, permitem que o utilizador interaja com eles através da voz.

O método de funcionamento é semelhante ao das lâmpadas Hue — crie um perfil, identifique-o como “Alohomora” e depois basta que use os comandos “Lock” (trancar) e “Unlock” (destrancar).

Sim, está obrigado a usar os comandos em inglês e, de facto, não é a mesma coisa que simplesmente dizer “Alohomora”. Mas nunca dissemos que os sistemas eram perfeitos. Os produtos estão disponíveis a partir de 120,85€ no site oficial.

Sonorous — o feitiço da amplificação

Não, não vai poder apontar uma varinha à garganta para falar uns quantos decibéis mais alto, como o professor Dumbledore. Mas pode usar aplicações no seu telemóvel que basicamente fazem o mesmo efeito e que não o obrigam a ir comprar um megafone horrível.

A aplicação Megaphone, para iOS, permite que os utilizadores transformem os seus telemóveis em autênticos microfones. Basta ligar o equipamento a uma coluna, através da entrada para auscultadores, e começar a falar para o seu público.

“Accio” — chamar um objeto

Imagine a seguinte situação: está refastelado no sofá a um fim de tarde e pensa que o vinha mesmo a calhar era um hambúrguer. Problema? Não lhe apetece sair do sofá para a cozinha e muito menos sair de casa. Pela mente passa-lhe o feitiço “Accio Big Mac” e nada acontece.

Bem sabemos que pode parecer um tanto comodista, mas como lhe soa a ideia de pedir comida por uma aplicação e vê-la chegar a casa numa questão de minutos? A UberEats chegou a Portugal a 28 de novembro de 2017 e desde então que tem vindo a ganhar mais utilizadores.

Mas não é a única a operar em solo nacional. Tem ainda a Glovo, noMENU, SendEAT e a EatTasty — esta última especializa-se na entrega de comida feita por chefs para os escritórios.

O Manto da Invisibilidade

Ainda não chegou, mas está para breve. Cientistas da Universidade de Washington propuseram uma série de equações matemáticas que podem vir a ser utilizadas para criar um manto da invisibilidade no futuro. A experiência consiste num conjunto de processos que, estando assentes na ótica da transformação e do reflexo de luz, passem a ideia de que o objeto realmente desapareceu.

Com base nestas equações, estudantes da Universidade do Texas desenvolveram um novo material que denominaram de “metascreen”, e cientistas da Universidade da Califórnia fizeram desaparecer vários objetos com um manto de pele ultra fino.

A tecnologia ainda é muito recente mas, a confirmar-se a tendência, poderemos estar seguros de que um novo manto de invisibilidade está para breve.

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