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O futuro está presente no Amoreiras. As nossas 8 escolhas

O design está em todas as áreas. Perceberá isso na exposição Presente Futuro, Design para a Mudança, no Amoreiras Shopping Center

Pode soar a clichê, mas cada vez mais sentimos que estamos sempre um passo à frente, e que o futuro marca todas as nossas experiências. E para quem tem dúvidas, o Amoreiras Shopping Center apresenta provas. Está a decorrer naquele espaço a exposição Presente Futuro, Design para a Mudança, uma iniciativa que resulta de uma parceria com o MUDE – Museu do Design e da Moda, Coleção Francisco Capelo, no âmbito da sua programação MUDE Fora de Portas. A exposição é constituída por 38 propostas que cobrem setores tão diversos como o ambiente, a saúde, o desporto, a alimentação, a música, os transportes, o vestuário, a casa, a segurança, o lazer ou o espaço público.

O Amoreiras tem tido desde a sua origem um papel relevante na sociedade, integrando anualmente várias iniciativas ligadas à cultura. Dá palco a iniciativas, objetos e serviços que estão a ser desenvolvidos por autores e entidades nacionais, sensibilizando os visitantes para a portugalidade das propostas expostas, muitos delas já distinguidas a nível internacional.

A exposição Presente Futuro, Design para a Mudança pode ser vista nos vários corredores do Amoreiras Shopping Center, considerando tipologias, ou proximidades temáticas. Desta forma, os visitantes tomam contacto com a exposição à medida que percorrem o espaço, e o design nas suas múltiplas aplicações torna-se parte do seu dia a dia. A experiência termina no Miradouro Amoreiras 360º Panoramic View, onde peças de design urbano esperam pelo visitante, para desde aí contemplarem Lisboa.

As 8 escolhas do futuro

Escolha 1

As visualizações de dados permitem uma compreensão de temas tão complexos como a questão da imigração nos Estados Unidos e o planeamento urbanístico, mostrando-os de uma forma rápida, direta e apelativa, contribuindo assim para a sua consciencialização.

Pedro Miguel Cruz, John Wihbey, Avni Ghael e Steve Costa (Northeastern University) e Felipe Shibuya; Dendrocronologia simulada da imigração dos EUA.; Vídeo 06’09; 2018; Peça gentilmente cedida por Pedro Miguel Cruz

Escolha 2

Versatilidade, elevada resistência e robustez são algumas das características do burel, e que fazem com que seja um material adequado para o revestimento de interiores. Entre as suas vantagens, destaca-se o facto de ser um excelente isolante acústico, reduzindo a reverberação do som, limitando a sua propagação e aumentando a qualidade do ambiente, a sua qualidade térmica, a fácil manutenção e o seu valor estético. Nesta instalação, apresenta-se o violino AVA Royale pela sua inovação técnica e construtiva. Desenvolvido em colaboração com músicos, este instrumento pretende aperfeiçoar a experiência de tocar e ouvir violino: mantém as cordas e a alma, mas acrescenta um som intenso que emana do interior do corpo em fibra de carbono, material que oferece também maior estabilidade de afinação.

Burel Mountain Originals Revestimento acústico Ponto 3D favos; Lã 2018; Peça gentilmente cedida pela Burel Mountain Originals; IDEIA.M Strategic, Design Studio/AVA Violino AVA Royale; Corpo único em material compósito de fibra de carbono; Cavalete e alma: madeira de carvalho e abeto Sistema de afinação: cravelhas Wittner; AVA 2017; Peça gentilmente cedida pela AVA

Escolha 3

Exemplos de produtos inovadores em cortiça, material natural sustentável reconhecido pela sua eficácia, flexibilidade, resistência e durabilidade, qualidades perfeitas para redesenhar pranchas de surf e handplanes de alta performance para o máximo desempenho em todo os tipos de ondas.

Polen Surfboards Prancha de surf Town-in; Bloco de poliuretano com alma em cortiça, fibra de carbono, fibra de vidro; Design 2015; Manufactura 2017; Peça gentilmente cedida pela Polen Surfboards AHUA; Handplanes Cortiça; nylon; Design 2011; Manufactura 2018; Peça gentilmente cedida pela AHUA

Escolha 4

Olga Noronha interseta a anatomia, a medicina, a joalharia e o design para transformar as próteses médicas e implantes biotecnológicos em peças de joalharia medicamente prescrita. Manipulando objetos e materiais médico-cirúrgicos e suas réplicas, cria ortóteses e próteses para o interior do corpo humano, entendendo-as como jóias intra-corporais, mas mantendo sempre as suas funções originais. Este é um exemplo das investigações em curso sobre o corpo humano, bem como dos novos caminhos da joalharia.

Olga Noronha; Joalharia Medicamente Prescrita V sub-dérmica, exo-dérmica,exo-corpórea e intra-corpórea; Modelo Anatómico de Mão Humana com placas de fixação óssea em prata

Escolha 5

Pela combinação entre a tecnologia, a engenharia, a estética e a moda, estes coordenados espelham as pesquisas em curso na área da techmoda, a utilização de tecidos inteligentes e o modo como estes podem impulsionar uma revolução no vestuário, adicionando-lhe novas funções. O premiado coordenado de Mariana Almeida inspira-se no traçado das linhas geométricas do metro do Porto e muda de cor consoante a temperatura.

Mariana Almeida/ESAD – Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos; Coordenado Momentum 1 Sweatshirt, saia; Tecidos inteligentes; Coordenado desenvolvidos, orientados e produzidos sob coordenação da professora Maria Gambina no âmbito da Licenciatura em Design de Moda 2017; Desenvolvido em parceria com Tintex e Heliotextil; Peças gentilmente cedidas pela autora

Escolha 6

San é o protagonista do videojogo Out of Line. O seu objetivo é sair de uma fábrica, onde, subitamente, se encontra, tendo para tal de resolver uma série de puzzles e passar por vários desafios com que se depara ao longo do percurso, testando a sua capacidade física e resistência. Dois fatores merecem ser assinalados neste videojogo: o privilégio dado à estrutura narrativa e a construção dos ambientes através do desenho e da pintura.

Francisco Santos, Ivan Barroso/ Duckling Studios; Trailer do jogo para PlayStation® 4 Out of Line; Out of Line é o vencedor da terceira edição dos “Prémios PlayStation®”, nas categorias “Melhor Jogo” e “Prémio Imprensa”. Na ETIC – Escola de Tecnologias Inovação e Criação, ganhou o prémio para “Melhor Jogo do ano 2017” e foi finalista na categoria “Melhor Jogo Português”, durante o evento Eurogamer Summer Fest 2018. O jogo foi desenvolvido em ambiente académico, enquanto Francisco Santos era estudante no curso da ETIC, HND: Animação e Videojogos, e mais tarde, auxiliado pelo programa GameNest. A aventura de Out of Line desenrola-se numa linguagem artística adaptada do movimento de vanguarda expressionista e está neste momento em desenvolvimento para PlayStation® 4 e PC. Boneco personagem San Metal, madeira e tecido 2017; Peça gentilmente cedida pelos autores

Escolha 7

O Serviço Operação Surpresa de Dino Alves permite recuperar peças antigas ou peças que perderam a sua função e valor, transformando-as em novas roupas. Uma saia ou umas calças podem dar origem a um top, ou vice-versa. A roupa é, assim, reciclada, ganhando uma nova vida e maior longevidade, o que tem um valor ético, ambiental e ecológico. Neste Hospital da Roupa, qualquer roupa ganha o estatuto de peça de autor.

Dino Alves; Hospital da Roupa SOS; Instalação Fotografias de camisa branco/antes e depois; 2005; Imagens e sinal luminoso gentilmente cedidos pelo autor

Escolha 8

Duas linhas de mobiliário urbano representativas da necessidade permanente de requalificação dos espaços públicos, dotando-os de equipamentos de qualidade estética, funcional e técnica. Outro elemento a referenciar é a aplicação de um novo tipo de betão que resultou de um projeto inovador desenvolvido no âmbito de uma investigação conjunta entre a indústria e o design. A principal vantagem na utilização deste material é permitir uma redução substancial do peso da peça, mantendo a sua elevada resistência.

Daniel Caramelo/ AMOP; Cadeira individual linha Ar Puro + Line; Betão UHPC (Ultra High Performance Concrete); 2018 AMOP; Peça gentilmente cedida pela AMOP; Magda Alves Pereira/ AMOP
Mesa linha Round Up; Betão UHPC (Ultra High Performance Concrete); 2018 AMOP; Peça gentilmente cedida pela AMOP

3 perguntas a…
Margarida Romão (Mundicenter)

1. Como se integra esta exposição na estratégia do Amoreiras?
O Amoreiras tem definido como uma das suas linhas estratégicas a ligação à área da cultura, apoiando mecenaticamente alguns projetos e desenvolvendo em parceria exposições que vão ao encontro do interesse de quem nos visita. Esta mostra acontece no seguimento de O MNAA no Amoreiras, Obras Primas da Pintura em 2017 e da parceria com o Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva já em 2018.

2. Qual é a reação do público a este tipo de iniciativas?
Desde sempre que quem visita o Amoreiras Shopping Center desfruta de uma experiência única e enriquecedora. Desejamos que o visitante do Amoreiras, no seu dia a dia, de uma forma descontraída, se depare com iniciativas que convoquem à reflexão e à procura de mais conhecimento. Pretendemos criar uma customer journey que associa uma experiência de compra com o prazer único de uma visita descontraída a uma exposição.

3. Podemos dizer que a premissa que os portugueses são de facto defensores de ‘cultura de centro comercial’ é verdadeira?
O consumidor português tem evoluído do ponto de vista de interação com os espaços comerciais que frequenta. Quer muito mais do que uma simples experiência de compra. Daí a principal razão do Amoreiras tentar dispor em permanência de uma agenda de atividades, com o objetivo de prolongar a estada do visitante no nosso espaço. Além de exposições, criamos instalações artísticas, apresentamos concertos ou até, como aconteceu em Setembro, promovemos uma corrida vertical com início na escadaria central do Amoreiras e terminando no Miradouro Amoreiras 360ª Panoramic View.

Bárbara Coutinho (MUDE)
O MUDE prossegue com a sua programação Fora de Portas, através da qual cria relações com a cidade, as pessoas e o mundo.

1. Porquê uma programação Fora de Portas?
Porque somos um museu aberto, que quer ir ter com a cidade que o viu nascer e o acolhe. Queremos continuar a criar relações, como as que já criámos com Elvas, com o Porto, com Paredes e com outras cidades do estrangeiro, tendo um foco central na Baixa de Lisboa — agora impossível, devido às obras no edifício.

2. Esta programação vai continuar mesmo depois da conclusão das obras no museu?
Sim, vai continuar. Lembro que a programação MUDE Fora de Portasteve início antes das obras, com iniciativas como o grande painel de azulejos da autoria de André Saraiva, no jardim Botto Machado, junto à feira da Ladra, ou o concurso para as esplanadas do Centro Histórico, esta última em parceria com a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, para dar apenas dois exemplos.

3. Então o MUDE é um Museu de portas abertas?
Certamente que sim. Temos uma sede – qualquer museu precisa do seu próprio espaço —mas queremos ser cada vez mais um museu sem paredes. Ou seja, que pode estar tanto dentro como Fora de Portas. E quando estiver dentro, continuará a estar fora. O MUDE quer estar nos espaços públicos e nos diferentes equipamentos da cidade em que vivemos, locais potenciais para o encontro, para a descoberta para a conversa e para o debate.

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