Museu britânico estreia experiência que põe visitantes e animais expostos a falar

A inteligência artificial generativa é a base de uma experiência que o Museu de Zoologia da Universidade de Cambridge vai estrear. Se quiser saber mais sobre a vida de um Dodo ou panda vermelho, o visitante pergunta e o animal responde. Há 13 espécies prontas para um “dedinho de conversa”.

O Museu de Zoologia da Universidade de Cambridge vai avançar esta semana com uma experiência inovadora. Quem visitar o espaço vai poder interagir com alguns dos animais que ali pode ver, graças a uma aplicação suportada em inteligência artificial generativa.

A ideia é que o visitante possa ter uma conversa com um Dodo, uma ave pré-histórica já extinta, uma espécie de barata preservada, um panda vermelho, o que resta (esqueletos) de uma baleia azul ou de um narval, entre outros, fazendo perguntas e recebendo respostas.

O objetivo é perceber de que forma isso altera – de preferência para melhor – a experiência de quem vai ao museu e ajudar também a instituição a compreender que tipo de curiosidades os visitantes têm sobre os animais que encontram expostos. No total há 13 espécies preparadas para conversar com os visitantes. Os visitantes vão ser encorajados a perguntar o que quiserem e vão obter respostas dadas do ponto de vista dos animais com os quais interagem.

O vídeo mostra o que há para ver no Museu de zoologia da universidade de Cambridge

Para tirar partido da experiência, os visitantes vão ter de digitalizar um código QR com o smartphone na zona onde está exposto o animal com o qual vão interagir, explica a BBC, acrescentando que a experiência vai ter a duração de um mês e que as interações estão disponíveis em mais de 20 línguas.

O diretor assistente do museu, Jack Ashby, diz-se curioso por perceber se este tipo de interação pode, por exemplo, influenciar a opinião geral dos visitantes sobre animais como a barata, que agora vai conseguir interagir pela “sua” própria voz. A experiência resulta de uma parceria com a empresa Nature Perspectives, que desenvolve soluções baseadas em IA para ajudar instituições como museus a encontrarem novas formas de interagir com os visitantes.

Os dados disponíveis para construir as respostas foram afinados recorrendo a um repositório de dados científicos, selecionados por um equipa especializada. Embora o modelo considere outras fontes de informação sobre o tema, está desenhado para dar mais relevância a esta informação validada por curadores.

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