Harry Styles voltou à música com “Aperture” (e é um ícone de estilo). Espreite os looks icónicos do cantor

O cantor lançou, esta sexta-feira, 23 de janeiro, o single do seu novo álbum, “Kiss All The Time. Disco, Ocasionally”. No entanto, não é só pela música que se destaca na indústria. Ora veja.

Foram sensivelmente três anos de pausa, desde o fim da última digressão, mas os fãs de Harry Styles já podem respirar de alívio. Esta sexta-feira, 23 de janeiro, o cantor britânico lançou “Aperture”, o primeiro single do seu novo álbum, “Kiss All The Time. Disco, Ocasionally”, cujo lançamento está marcado para 6 de março e assinala uma nova fase criativa na carreira do artista.

Em declarações à BBC, Harry Styles descreveu “Aperture” como o “remate perfeito” do álbum. Embora a maior parte do disco já estivesse concluída, a canção surgiu numa fase tardia do processo criativo e acabou por funcionar como uma espécie de síntese conceptual do projeto. Segundo o cantor, foi composta num momento de maior liberdade e descontração.

O título do single é um termo associado à fotografia e ao cinema, que se refere à abertura da lente por onde entra a luz, e funciona como metáfora central da canção. A música reflete a ideia de abertura emocional, vulnerabilidade e ligação, temas recorrentes no universo de Harry Styles, agora abordados de forma mais experimental, tanto na estrutura como na sonoridade.

Musicalmente, “Aperture” afasta-se da estrutura pop tradicional e aposta numa construção menos previsível, alinhando-se com uma tendência contemporânea de canções mais livres e intuitivas. A crítica especializada recebeu o single de forma positiva: a revista “NME” destacou o tema como sinal de uma “direção nova e entusiasmante”, e o “The Independent” sublinhou a aproximação a artistas que têm desafiado formatos convencionais.

A par desta nova fase musical, Harry Styles deverá, certamente, continuar a afirmar-se como uma figura incontornável da cultura pop contemporânea não só pelo que canta, mas pelo que representa. Ao longo da última década, o artista construiu uma imagem que vai além da música e passa pela moda, identidade e expressão pessoal, tendo-se tornado num ícone de estilo masculino que rompeu barreiras.

Desde a estreia televisiva em 2010, ainda como membro dos One Direction, a evolução foi consistente e, simultaneamente, inesperada. O que começou por ser uma estética típica da década de 2010, que se regia por cardigans longos, lenços estampados e acessórios boémios, transformou-se numa abordagem ousada e performativa, marcada por blusas com laço, colares de pérolas, calças de cintura subida e uma teatralidade assumida em palco.

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Esta identidade visual foi construída com o stylist Harry Lambert e, ao mesmo tempo, Alessandro Michele, o então diretor criativo da Gucci, que redefiniu os limites da masculinidade na moda mainstream. Contudo, é na naturalidade dos seus looks fora de palco que muitos veem a sua influência mais duradoura, que passa por T-shirts simples, jeans vintage, casacos de inspiração operária e ténis discretos, pelo que é prova de que o impacto não depende do excesso.

Espreite os looks do cantor

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