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Lavar menos, evitar sol e guardar com cuidado. Tem de ver estas 5 dicas se quiser que o seu biquíni dure mais

As dicas são de Sofia Dezoito, consultora de imagem funcional, que diz de que hábitos se deve livrar e aqueles que deve implementar para prolongar a vida das suas peças de praia.

O verão é sinónimo de dias leves, passados ao sol e entre mergulhos que refrescam o corpo e a alma. Contudo, há um lado menos glamoroso nesta equação, que é o facto de a roupa de praia sofrer com tudo isto. Os biquínis e fatos de banho, embora sejam para ser usados, são também frágeis, pelo que o sal, o cloro, o sol e até o protetor solar são inimigos silenciosos.

Sim, tudo isto é responsável por manchar, deformar e desbotar as peças, o que pode encurtar bastante a vida útil de cada uma delas. Mas e se lhe disséssemos que há dicas que lhe vão facilitar a vida? De acordo com Sofia Dezoito, consultora de imagem funcional, cuidar da swimwear é um ato de consumo consciente e basta incluir algumas rotinas simples no quotidiano para prolongar a sua durabilidade.

Sofia Dezoito
Sofia Dezoito, consultora de imagem funcionalcréditos: RITA SANTANA Photography

Deixar o biquíni amontoado na toalha, secar ao sol ou atirá-lo para a máquina são erros comuns, mas evitáveis. E se é daquelas pessoas que só o lava no final da semana, talvez esteja na hora de rever (e reverter) esse hábito. A boa notícia é que ainda vai mais do que a tempo de corrigir e salvar as suas peças favoritas. A especialista explica-lhe como.

Lave sempre depois de usar, mesmo que não tenha ido à água

A regra de ouro, segundo Sofia Dezoito, é simples de pôr em prática. “Mesmo que não tenha ido ao mar ou à piscina, o suor, o protetor solar e a própria transpiração alteram a fibra do tecido“, diz, reiterando que, por isso, a lavagem não deve ser opcional. Se usar, é para lavar imediatamente depois de o despir.

O ideal é passar a peça por água fria corrente logo após o uso, algo que pode ser feito até durante o banho. “Se possível, deixe-a de molho por alguns minutos numa bacia com água fria e uma colher de sopa de vinagre branco, de sidra ou de limpeza“, diz a especialista, acrescentando que isso “ajuda a neutralizar o cloro e a preservar a peça”.

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Quanto ao detergente que deve utilizar aquando das lavagens, o mais seguro é o sabão neutro ou de coco. Nada de produtos agressivos nem amaciadores. E, claro, evite esfregar com força. “Pressionar delicadamente é suficiente para não danificar o tecido”, diz ainda a consultora de imagem.

Posto isto, se ainda não percebeu, há algo que deve evitar ao máximo – lavar à maquina. Isso e “usar água quente ou deixar a peça molhada e enrolada numa toalha ou saco”, continua a especialista, dizendo que “são erros comuns que comprometem a durabilidade” dos biquínis.

Secar à sombra (e nunca pendurar pelas alças)

Secar os biquínis ao sol é algo natural e quase intuitivo, mas Sofia Dezoito explica que, ao contrário do que possamos pensar, não é boa ideia. “O calor solar intenso e a radiação UV desbotam a cor e ressecam a fibra elástica, como o elastano ou a lycra”, explica. Assim, a solução é apostar numa secagem mais suave.

O ideal é secar à sombra, ao ar livre e na horizontal – por exemplo, em cima de uma toalha”, aconselha. E se acha que pendurar pelas alças é prático, esse é outro dos pequenos hábitos do qual vai ter de se livrar, porque faz uma grande diferença na preservação. “Com o tempo, esse hábito pode deformar a peça”, refere.

Cuidado com o protetor solar

Proteger o rosto e o corpo com protetor solar é essencial, mas lá porque este produto é o melhor amigo da saúde cutânea, isso não significa que não possa ser um inimigo do seu biquíni. “Alguns protetores – especialmente os de longa duração e à prova de água — mancham ou deterioram o tecido com o tempo, deixando zonas mais claras ou amareladas“, explica a consultora.

Mas não desanime já ou comece a levar as mãos à cabeça, porque há uma forma de contornar isso (e é bem mais simples do que possa pensar). “Aplicar o protetor antes de vestir o biquíni ou fato de banho, e deixar absorver completamente antes de entrar na água ou de vestir a peça”, recomenda Sofia Dezoito.

Guardar bem no final da estação faz toda a diferença

Muitas vezes, o problema não é só o verão e todas as atividades que fazemos durante este período, mas também a forma como deixamos as peças guardadas nas estações em que não as usamos. “Guardar bem é tão importante quanto lavar bem. Muitas vezes, os danos acontecem fora da época de uso, durante o armazenamento”, alerta Sofia Dezoito.

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Antes de arrumar, há regras essenciais, como “garantir que a peça está totalmente seca”. “A humidade cria bolores invisíveis que só se notam meses depois”, diz. Depois, é só enrolar suavemente (evitando os vincos) e guardar em saco de algodão ou tule, e nunca num plástico fechado. “O ideal é um local respirável, seco e longe da luz. Uma gaveta ou caixa própria é o suficiente”, sugere.

Se a peça estiver danificada, ainda pode ter salvação

É normal que, depois de tanto uso, os biquínis comecem a dar sinal de desgaste, mas isso não significa que esteja tudo perdido e que tenha de se desfazer dele. “Se a sua peça favorita está com elástico frouxo, costuras soltas ou forro gasto – mas continua a servir bem – avalie a possibilidade de a mandar arranjar”, diz Sofia Dezoito.

“Muitas costureiras especializadas em lingerie também trabalham com swimwear e conseguem revitalizar peças com valor emocional ou estético”, garante. Pode ser o truque para recuperar um modelo que adora e evitar compras desnecessárias. Afinal, de acordo com a consultora de imagem, prolongar a vida útil das peças é também um gesto ecológico.

Por isso, além de a preservar, mesmo durante as lavagens a especialista recomenda a que se usem sacos de lavagem específicos, “como o Guppyfriend Bag, para capturar microplásticos”, aconselha. Há ainda a possibilidade de apostar em marcas sustentáveis. “Existem opções com tecidos reciclados, como o econyl, que são uma excelente alternativa”, sublinha.

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