OceanOneK é um robot mergulhador para explorar as profundezas do oceano com um toque “humano”

Desenvolvido pela Universidade de Stanford ao longo da última década, o robot consegue explorar o fundo dos oceanos, procurar destroços de barcos e aviões, mas oferecer aos operadores a visão e o toque.

A história da investigação do robot mergulhador da Universidade de Stanford é antiga, tendo começado em 2016. Os investigadores fazem atualizações periódicas deste ambicioso projeto, que pretende ajudar na exploração do fundo dos oceanos. O robot OceanOneK serve não apenas como olhos, como é capaz de adicionar a capacidade de toque nas suas missões, fornecendo aos operadores uma maior interação a grandes profundidades.

O OceanOneK realizou em julho de 2022 duas expedições de exploração bem-sucedidas no Mediterrâneo, incentivando os investigadores a continuar a melhorar as suas capacidades. Existe uma riqueza arqueológica impressionante no fundo dos oceanos, como destroços de navios, submarinos e aviões, mas também cidades perdidas em lagos profundos, recifes de corais e outros elementos que o homem não consegue alcançar. Um submarino da Segunda Guerra Mundial e um navio dos tempos romanos (200 anos aC) são exemplos das suas explorações e descobertas.

Veja na galeria as imagens do OceanOneK:

Tek OceanOneK

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Logo nas primeiras missões, em 2016, o OceanOneK tinha explorado no sul da costa francesa o navio La Lune, o navio principal do rei Louis XIV, afundado durante o século 17. O robot explorou sem problemas os destroços que estavam a uma profundidade de cerca de 100 metros abaixo da superfície, como reportou o IEEE Spectrum na altura.

A mais recente atualização do projeto chega da Reuters, onde é salientado o “toque humano” adicionado ao robot humanoide para explorar o fundo do mar. A sua capacidade de transmitir as sensações de toque para os investigadores, sentados nos monitores da base, em segurança, é fundamental nas explorações subaquáticas.

O nome OceanOneK tem como base a sua capacidade de mergulhar até 1.000 metros, ou seja, 1 km pelo fundo do oceano. Segundo Usama Katib, diretor do Centro de Robótica de Stanford, o que torna este robot único é a sua capacidade de “fazer coisas”. As suas mãos são consideradas gentis, capazes de recuperar tesouros de navios afundados há cerca de 2.000 anos. “Trouxemos lâmpadas a óleo lindíssimas, assim como copos, sem os partir, deixando os arqueólogos impressionados.

Este robot foi feito para explorar as profundezas do oceano e quer ir mais longe do que humanos
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Enquanto mergulha, o robot está conectado a um barco na superfície da água, ligado à internet, permitindo ser controlado por operadores humanos. Mas no processo, os operadores podem sentir exatamente aquilo que os robots tocam, através de uma interface háptica.

Veja o vídeo do “making off” do robot:

Usama Katib acredita que esta tecnologia pode ajudar a estudar os oceanos do planeta, da mesma forma que os observatórios ajudaram os investigadores a explorar o espaço. “Agora vamos criar observatórios dos oceanos e vamos deixar os cientistas virem e ajudarem a saúde do oceano, podendo ser feita de forma remota, de qualquer localização do planeta para os locais onde os robots são utilizados”.

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