Grammys. Bad Bunny conquista Álbum do Ano e faz história. Espreite a lista dos principais vencedores

O rapper porto-riquenho de 31 anos conquistou a estatueta de Álbum do Ano, fazendo história com esta vitória. Kendrick Lamar foi o mais premiado da noite e Sabrina Carpenter saiu de mãos vazias. Saiba tudo.

Já foram entregues os maiores prémios do mundo no que toca à indústria da música – e a cerimónia trouxe muitas surpresas e grandes derrotas. Com lugar na Crypto.com Arena, em Los Angeles, EUA, os Grammys 2026 aconteceram durante a madrugada desta segunda-feira, 2 de fevereiro (horário português), e elegeram aqueles que foram os melhores álbuns, artistas, êxitos e muito mais do último ano, com espaço para aquilo que muitos já consideravam ser o certo: Bad Bunny foi o artista que levou o Grammy mais importante da noite para casa.

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Isto porque o rapper porto-riquenho de 31 anos conquistou a estatueta de Álbum do Ano, fazendo história com esta vitória – “Debí Tirar Más Fotos”, o álbum vencedor, foi o primeiro álbum de sempre totalmente em espanhol a ganhar esta categoria. Apresentado por Harry Styles, Bad Bunny não quis acreditar nesta conquista, e todo o público presente na arena mostrou o seu apreço pelo cantor. “Porto Rico, acredita em mim quando digo que somos muito mais do que 35 em 100, e não existe nada que não consigamos alcançar”, começou por dizer.

“Obrigada a Deus, obrigada à Academia, obrigada a todas as pessoas que acreditaram em mim durante toda a minha carreira. Obrigada, mãe, por me dares à luz em Porto Rico, amo-te”, acrescentou Bad Buny em espanhol, passando depois para o inglês. “Quero dedicar este prémio a todas as pessoas que tiveram de deixar o seu país para seguirem os seus sonhos”. Antes disso, o artista já tinha criticado a agência de imigração do Presidente Donald Trump, quando venceu o prémio de Melhor Álbum de Música Urbana, deixando claro que não eram “animais” e sim “americanos”.

Além destes dois prémios, Bad Bunny também levou para casa a estatueta de Melhor Performance de Música Global, com “EoO”. No entanto, o grande vencedor da noite foi o rapper Kendrick Lamar, que foi o artista mais nomeado da noite (com nove nomeações), e conseguiu sair da Crypto.com Arena com cinco estatuetas: Gravação do Ano (“luther”, com SZA), Melhor Álbum de Rap (“GNX”), Melhor Canção de Rap (“TV Off”, com Lefty Gunplay), Melhor Performance de Rap Melódico (“luther”, com SZA) e Melhor Performance de Rap (“Chains & Whips, com Pharrell Williams).

Já a Canção do Ano, ao contrário do que ditavam as redes sociais, foi para Billie Eilish, que venceu com “Wildflower”. Para os internautas, a disputa estava entre “Golden”, do filme “As Guerreiras do K-Pop” ou “APT”, de ROSE com Bruno Mars, mas foi a jovem norte-americana de 24 anos que saiu vencedora. Contudo, este foi o único prémio que levou para casa de duas nomeações que teve, e mesmo assim foi melhor do que em 2025: no ano passado, Billie Eilish esteve nomeada para sete categorias, mas não conquistou nenhuma das estatuetas.

E por falar em derrotas, houve um nome que foi o mais derrotado da noite – Sabrina Carpenter. A artista, que conquistou o mundo com o álbum “Short & Sweet” e voltou a conquistá-lo com “Mens Best Friend”, foi nomeada em seis categorias, inclusive Álbum do Ano, Gravação do Ano e Canção do Ano, mas acabou por ir de mãos vazias para casa. Uma das suas nomeações também era para Melhor Álbum Vocal de Pop, que foi entregue ao “Mayhem” de Lady Gaga.

Além deste, a intérprete de “Abracadabra” também ganhou outros dois prémios: Melhor Gravação de Dance Pop e Melhor Gravação Remisturada Não-Clássica, os dois com a música já mencionada. Quanto ao prémio Artista Revelação, este foi dado a Olivia Dean, que conquistou o público com músicas como “Man I Need” ou “So Easy”, falando também um pouco sobre a imigração nos EUA e o quanto têm sofrido com isso. Isto porque também Olivia Dean é neta de imigrantes.

Lola Young, que também estava nomeada para Artista Revelação, levou para casa o prémio de Melhor Performance Pop a Solo com “Messy”, passando à frente de nomes como Justin Bieber, Sabrina Carpenter e Lady Gaga, e para Melhor Performance de Grupo as vencedoras foram Cynthia Erivo e Ariana Grande com “Defying Gravity”, seguindo à frente de “Golden”, das “Guerreiras do K-Pop”. E por falar em filmes, “Pecadores”, com Michael B. Jordan, também saiu vencedor, com os prémios Melhor Compilação de Banda-Sonora e Melhor Banda Sonora para Media Visual.

Quanto aos restantes álbuns, o Melhor Álbum de R&B foi entregue a “Mutt”, de Leon Thomas, o Melhor Álbum de Rock foi entregue a “Never Enough”, de Turnstile, e os Cure venceram o Melhor Álbum de Música Alternativa. Já o Melhor Vídeo Musical foi para “Anxiety”, de Doechii, e ainda houve espaço para a língua portuguesa chegar ao topo: os brasileiros Caetano Veloso e Maria Bethânia venceram o prémio de Melhor Álbum de Música Global, e o guitarrista português Nuno Bettencourt foi distinguido na categoria de Melhor Atuação Rock pela participação em “Changes”, de Yungblud.

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