Pedro de “O Panda e os Caricas” lança-se a solo com novo pseudónimo e álbum que mistura pop, eletrónica e poesia

Criando agora o pseudónimo Balança para esta fase musical a solo, o cantor, ator e produtor Bernardo Gavina estreia-se com “Sobre o Amor ou a Última Dança”, um disco que embarca numa viagem sonora. Leia a entrevista.

Bernardo Gavina, Pedro e, agora, Balança. O artista português de 31 anos conhecido por fazer parte da banda Os Caricas, onde interpreta a personagem Pedro, aproveitou o final de 2025 para se lançar num projeto individual que promete ser o “realizar de um sonho” na sua carreira. Criando agora o pseudónimo Balança para esta fase musical a solo, o cantor, ator e produtor estreia-se com “Sobre o Amor ou a Última Dança”, um disco que embarca numa viagem sonora que cruza pop, electrónica e influências de samba.

“O título do álbum, ‘Sobre o Amor ou a Última Dança’, é uma história engraçada, porque eu aqui há uns anos estava a escrever um texto de teatro que tinha esse mesmo título, e que era sobre um casal que estava numa consulta de terapia de casal”, começou por dizer Balança à MAGG.Mas o que aconteceu foi que eu perdi esse texto, perdi espaço na Drive e comecei a apagar materiais e apaguei o texto, e nunca mais o recuperei. Mas sempre achei que esse título fazia muito sentido para mim, mesmo que em qualquer outro projeto que viesse a ter”, acrescentou. 

Aqui, o artista procura entregar uma identidade leve, crua, dançante e recheada de carga poética, onde os oito temas presentes contam uma história do início ao fim. “A parte da ‘Última Dança’ é uma metáfora para a morte, por isso este álbum é ‘Sobre o Amor e a Morte’, basicamente. É uma metáfora mais unida, mais poética”, disse, admitindo que a longa ligação que tem ao teatro e aos aos Caricas, conhecida banda infantil que atua muitas vezes com o Panda, influenciou esta nova fase da sua vida. “[Influenciou] A forma como as músicas foram, não escritas, mas pensadas”, disse. 

“A própria ordem das faixas conta uma história. Não só uma história musical, porque as músicas são todas bastante diferentes, indo da ladeinha à eletrónica, com a minha voz completamente modificada, mas histórias teatrais. Todas as vozes do álbum que existem, seja coros, seja segundas vozes, são sempre a minha voz, e isso, de alguma forma, apresenta uma atmosfera de vários Bernardos, de vários personagens. O facto de trabalhar em teatro, de estar ligado às artes, influenciou-me para fazer uma coisa que não fosse completamente o estereótipo de uma música pop“, disse.

Espreite as fotos de Bernardo Gavina.

E porquê agora? A verdade é que Bernardo Gavina já esteve em vários teatros, fez locução para as mais variadas marcas, dobragem em alguns dos filmes animados mais conhecidos e também participou na gravação de vários sucessos discográficos infantis, para não falar que está desde 2012 com Os Caricas. “A verdade é que, ao longo dos anos, amigos e pessoas me diziam ‘tens de fazer uma coisa tua, em algum momento da tua vida tens de fazer alguma coisa tua’. E não sei porquê, talvez que ver também com a minha idade, pensei: ‘eu acho que me vou arrepender daqui a uns anos, quando não tiver mais energia e tempo'”, explicou. 

“E tinha quase a certeza de que me ia arrepender se não tentasse, se não fizesse. E pronto, decidi fazer”, acrescentou Balança. Dito e feito, o artista aventurou-se então neste novo projeto, que estará disponível a partir de sábado, 1 de novembro. “Foi o cumprir de um sonho de fazer uma coisa minha relacionada com a música. Eu vou ver no que é que dá, o que é que o público vai achar e vai dizer. Mas eu não tenho o objetivo agora de ter uma carreira musical e parar com o resto da minha vida, é mesmo um projeto que vai ser o público a decidir”, disse. 

E não, como Bernardo Gavina explicou, a entrada de Balança na sua vida não quer dizer que Pedro, d’Os Caricas, vá desaparecer. “Isto é um processo, é uma criação minha paralela. Como tantas outras que nós, os quatro atores d’Os Caricas, temos. Este é só um projeto individual, mas os Caricas vão continuar com muita força. Ao longo dos anos, as pessoas quando fazem sempre a mesma coisa, sempre o mesmo projeto com as mesmas pessoas, às vezes há necessidade de fazer projetos pessoais, mas não tem nada que ver com sair da banda ou acabar a banda”, rematou.

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