Fundação para a Ciência e a Tecnologia vai atribuir 50 milhões de euros a centros de investigação científica

Apenas os centros de investigação que tiveram classificação de “Muito Bom” ou “Excelente” são legíveis para se candidatarem ao programa de financiamento da FCT.

A secretária de Estado da Ciência e Inovação, Helena Canhão, anunciou durante a abertura do Encontro Ciência 2025, que nas próximas semanas vão ser abertas as candidaturas para a atribuição de 50 milhões de euros a centros de investigação científica, com o objetivo de reforçar infraestruturas científicas e equipamentos.

O valor do investimento previsto para as candidaturas, que vão ser coordenadas pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) é uma realocação de fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), semelhante ao financiamento que o Governo já tinha feito em janeiro, para o financiamento dos centros de investigação, avança o Público.

Segundo Helena Canhão, apenas podem beneficiar os centros de investigação que tenham classificações de “Muito Bom” ou “Excelente”, referente à mais recente avaliação das unidades de investigação portuguesas, nos resultados provisórios que foram publicados em abril. Quando a FTC divulgou estes resultados, o financiamento previsto entre 2025 e 2029 somava 635 milhões de euros, distribuídos por 313 unidades cuja candidatura tinha sido aprovada.

Em nota da Lusa, este novo valor é somado ao reforço de 110 milhões de euros que foi anunciado em fevereiro para reequipar as unidades de investigação e desenvolvimento. O anúncio foi feito no dia seguinte ao Parlamento ter aprovado por unanimidade a audição pedida pelo Partido Socialista ao ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, sobre os cortes que foram feitos no financiamento dos centros de investigação que tinham recebido a nota de “Muito Bom”. Os investigadores tinham alertado em maio que este corte teria impacto nas instituições, levando à dispensa de trabalhadores.

O Governo justifica que optou por premiar o mérito e a investigação de excelência, alocando mais financiamento às instituições com melhores classificações. A secretária de Estado da Ciência e Inovação revelou também que a Lei da Ciência vai ser revista, assim como uma reestruturação do sistema nacional científico, considerado pelo governo como muito fragmentado.

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